FregaBlog

sábado, março 26, 2011

Derretendo

A crise para este ano poderá ser assustadora e abalar mortalmente o stablishment mundial.
O mundo já vinha mal das pernas, depois das bolhas e artimanhas do mercado financeiro virtual dos meninos de Wall Street. O dólar se derretendo e estaria valendo o preço de papel reciclado, caso não fossem as intervenções dos bancos centrais interessados em sustentá-lo. Também para não quebrarem.
Obama, com um país em crise, não provou o seu "we can". Provavelmente será derrotado nas próximas eleições para os republicanos. Os dois partidos beiram a guerra civil em sua luta fratricida, principalmente sustentada pelo complexo do barão falido, tão presente em nossa história.
A China, hoje a grande potência, creio que esteja por trás dos acontecimentos do cinturão do petróleo, o que até justificaria a intervenção belicista do ocidente contra a Líbia, como uma demonstração de força.
Há quebra de safras americanas, em especial do milho. Na China também. Outras commodities estão surfando na lei da oferta e procura, embora delas ainda não se tenha causa outra além da especulação.
O FED, hoje, recompra cerca de 70% dos títulos federais americanos, por impossibilidade de recolocá-los no mercado. O maior credor é a China, que desmancha o mercado financeiro americano na hora que quiser.
Para agravar, a tragédia japonesa, que poderia ter se limitado ao maremoto, espalhou radiação por todo o canto. Também credor dos americanos, os japoneses necessitarão de muito dinheiro para recompor os estragos do terremoto. Terão de vender, pelo menos em parte, suas reservas em dólar, o que jogará ainda mais para baixo a periclitante situação.
O FED será obrigado a aumentar sua taxa de juros e isso num país em recessão é um pesadelo. Nós sabemos disso.

Podemos todos nós nos prepararmos para reviver as dez pragas bíblicas:
- as águas não se tornarão sangue, mas o petróleo, sim;
- não serão rãs a entrar em nossas casas, mas a radiação multiplicada;
- piolhos e moscas, parasitas que, em seus interesses pessoais, fomentarão os conflitos;
- a quedo na capacidade de consumo substituirá a peste nos animais;
- úlceras serão provocadas pelos conflitos e disputas por comida e riquezas;
- pedras choverão, agora em form de bombas e mísseis;
- os gafanhotos, habituados às poltronas de Wall Street e em tronos neoliberais tudo comerão, como única coisa que souberam fazer em suas vidas.;
- trevas virão, tempos de quebras de valores fundamentais de solidariedade, participação, liberdade. Viveremos tempos de trevas, o que é diferente de falta de luz;
- a morte dos primogênitos, a mais terrível, corresponde a tantos que morrerão à míngua, ou pelas pragas anteriores, ou pelas guerras e conflitos.

Não quero fazer qualquer alusão ao midiático 2012 maia, mas de uma coisa podemos estar certos:
o mundo não será mais o mesmo.



sexta-feira, março 25, 2011

Ecologistas do Pitaco

O grupo midiático palpiteiro que resolveu se reunir em Manaus num tal de 2º Fórum de Sustentabilidade escutou, hoje, o inglês Richard Branson, fundador de um tal Grupo Virgin (que não deve tratar das qualidades himenísticas das pretendentes a rainhas) defender que o Brasil deve ter 100% de sua frota movida a álcool.
E o "woodface" ainda teve a petulância de dizer que o Brasil, assim, poderia exportar todo seu petróleo. Esqueçamos, portanto, a indústria petroquímica, que poderá ser suprida por eles.
Mas, uma verdade ele disse, e aí é que mora o perigo.

"O Brasil é um dos poucos países que fez descoberta recente. Quando essa substância ficar escassa, vai haver lutas pelo petróleo. Criar energias alternativas não é só importante para evitar o aquecimento global, mas também para evitar a geração de mais conflitos"

Mr "woodface" ainda nos desaconselhou a pesquisa sobre o uso de eletricidde em veículos, coisa que, para ele, deve ser preocupação dos países industrializados.

Certamente em troca de nosso pré-sal.


Poderoso Chefão

Transcrevo parcialmente o Comentário 92 de Gélio Fregapani, sobre o que vale a pena analisar e ponderar.


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A Visita do Poderoso Chefão


Visitas de chefes de Estado são boas para estreitar laços e aparar arestas. Entretanto todas tem objetivos, declarados ou não, principalmente por parte de quem teve a iniciativa da visita..

Além de estreitar laços, o objetivo declarado de Obama era o comercial. Na perigosa crise financeira com o dólar rampa abaixo, o bom senso indica que os EUA tentarão voltar a ser a grande potência industrial que foram antes de transferir suas fábricas para países de mão de obra barata, mas para isto necessitarão de petróleo e dos minerais que não possuem, além de abrir mercados para seus produtos. O triste será quando seu papel pintado não for bem recebido, ou mesmo for recusado. Terão que desenvolver alguma outra forma de obter o que for indispensável. Talvez tomar a manu militarii, mas melhor seria, se possível, algum acordo.

Dentro dessas premissas podemos sentir um recado: Para não acontecer o que está ocorrendo com a Líbia, de quem o Reino Unido, Itália e França querem o petróleo, vende para mim o do pré-sal que eu lhe protegerei. Caso não venda, eu o tomarei, aliado a eles ou não.

Teria sido bom se o recado incluísse algo assim como “e continue a me fornecer nióbio a preço de banana. Forneça-me também terras raras, tantalita-volframita, urânio e tório e outros mais que necessito que você continuará com seu território inteiro. Até mesmo me comprometo a retirar minhas ONGs. Pagamento? Se o dólar não mais tiver valor, posso pagar com excelentes aeronaves de combate, com navios de superfície e com outros petrechos que garantirão sua soberania contra os demais ambiciosos (desde que eu concorde), mas nada poderiam contra a minha força”.

Um acordo assim seria uma volta ao semi-protetorado. Nada de mais. Já fomos semi-protetorado da Inglaterra que manteve a Amazônia para nós contra os EUA, e depois destes últimos que nos “protegeram” da ameaça (?) nazista, da União Soviética e do comunismo internacional. Claro tudo teve seu preço. Até tivemos que o acompanhar na guerra, mas foi o melhor para cada ocasião. Na verdade só deixamos de ser “protegidos” quando não havia mais ameaça, ou melhor, quando na ausência de um inimigo, o antigo protetor extrapolou suas ambições e passou a ser visto como a ameaça

Agora, a nova situação mundial força os EUA a buscar uma aliança conosco. Será a aliança ou o confronto. Certamente será melhor a aliança do que o confronto, mas como Vargas em 1942, caberá a Dilma tirar o Maximo proveito da necessidade do parceiro.

Uma aliança, mesmo que bem sucedida, sempre será provisória. Pode até haver simpatia entre países, mas não há amizades; há interesses. Os interesses forjam os tratados; e a garantia de cumprimento é a manutenção do interesse ou a força para o impor.

Não me venham falar em justiça. Isto, na terra, só existe para quem tem força para a assegurar.

A nação que confia mais em seus direitos do que em seus soldados, engana a si mesma e cava a sua ruína (Ruy Barbosa)

O ataque à Líbia

Não me move simpatia pelos regimes islâmicos. Além do endêmico radicalismo deles me preocupa a diferença das taxas de natalidade entre eles e o ocidente cristão, inclusive a do nosso País. É conhecido o resultado de pressões, e a pressão demográfica, a longo prazo é a mais forte. Entretanto, apresentar o ataque à Líbia como “proteção ao povo líbio chega as raias do cômico. Ontem seu amigável chefe de Estado era presidente, hoje é chamado de ditador. Os amigáveis reis sauditas e do Barhein, enquanto amigáveis continuarão majestades. É de estranhar que um “ditador odiado” distribua armas à população, se isto for verdade.

Hoje, invade-se a Líbia com o pretexto de defender a oposição a Kadafi. Amanhã, a "Nação Indígena" declara sua independência e o Brasil será atacado se quiser impor a união do seu território. O Índio, como o povo líbio servem para pretexto. A ONU vota a defesa dos índios pela força e a história se repete.

Quanto a Líbia, parece-nos certo que será colocado um governo títere ou será amputada de sua região petrolífera. Isto é o resultado de riquezas naturais e falta de força. Situação parecida com a de uma vasta área sul-americana que um dia se chamou “Terra de Santa Cruz”


quarta-feira, março 23, 2011

Negócio da China

A prevista visita de Dilma à China está ficando interessante, no campo da diplomacia. Ontem, o embaixador chinês no Brasil declarou que a visita "histórica" fortalecerá a "relação estratégica" bilateral, mas que cabe aos brasileiros resolver o problema da pauta de exportações para seu país, dominada por matérias-primas.

Afirma ele: "Vocês têm que fazer seus próprios esforços para a competitividade da indústria e da economia. Se o Brasil não vender esses produtos [minério, petróleo, bens agrícolas], o que vai exportar para manter esse nível de crescimento [do intercâmbio]?", disse, referindo-se ao superavit de US$ 5 bilhões do lado brasileiro, em 2010.

É sintomática a arrogância que domina a política externa chinesa nos tempos recentes. Se não exportarmos pra eles, exportaremos pra quem?

A China foi, em 2009, o maior parceiro comercial do Brasil. Exportamo-lhes milhões de toneladas de cereais e minérios. Importamos matadores de mosquitos descartáveis, relógios falsificados e um ou outro item, mais em função do subpreço do que por sua qualidade.

Está enganado o embaixador que, ao que parece, nos considera uma possível e provável colônia chinesa. A pauta de produção do Brasil não é mais o que era.

Nosso mercado interno absorve nossa produção. E o mundo precisa do agronegócio brasileiro, assim como de suas riquezas minerais, queira o embaixador ou não.

Nós é que devemos rever nossa política de importar quinquilharias, normalmente de baixa qualidade e produzidas com trabalho semi-escravo. Aí, sim. a China venderá pra quem?

Cuidado, senhor embaixador. Cautela.

domingo, março 20, 2011

Líblia e Pré-Sal

O Conselho de Segurança da ONU aprovou a zona de exclusão aérea na Líbia. Isso deixa claro duas coisas.
A primeira é o desejo da substituição de Kadafi, nunca bem deglutido depois de sua fase terrorista, mas aceito como o grande fornecedor de petróleo para a Europa e que poderia ficar comprometido.
A segunda é que as potências ocidentais já se compuseram com os rebeldes líbios para que esse suprimento seja mantido.
Não pregam pregos sem estopa.
Sem qualquer defesa a Kadafi, tirano oriundo ainda da ocupação italiana, o fato é que a Líbia é um país soberano, que enfrenta uma guerra civil e o mundo tomou partido.
Isso abriria um precedente para uma exclusão aero-marítima sobre o nosso pré-sal?
Acho que a resposta é óbvia, desde que não nos equipemos suficientemente para que paguem um preço alto por isso.
Faremos?

sábado, março 12, 2011

Amigos

Não costumo transcrever textos de outras lavras. Mas esse, de autoria de D. João, neto da Princesa Isabel, serve não só para amizades, mas para toda a gama de sentimentos, incluindo o amor.



Amigos. Um mistério. Há os grandes amigos, que duram a vida inteira, e há os que traem e abandonam. Há os amigos da hora alegre e os amigos das horas difíceis. Os que fogem no pior momento, e os que perseveram. Na verdade, só quem já foi rico e poderoso, cercado de amigos, e perdeu fortuna e poder, só quem caiu do seu pedestal pode avaliar esta sensação angustiosa que é ver aqueles a quem julgava amigos fugirem de sua presença, de cabeça baixa, até recusando um cumprimento ou mostrando arrogância. Mas um dia vem a grande redenção. Na fase pior, quando parece que tudo está perdido e as ratazanas já abandonaram o navio, surgem os anjos, os enviados de Deus, aqueles que de fato amparam e dão conforto sincero. É a maior bênção deste mundo. A mão amiga socorre na desgraça. A palavra de conforto, às vezes, de quem menos se espera. Nestas horas aparecem os verdadeiros seres humanos. Os que têm caráter. Os filhos de Deus.
As pessoas muito ricas e poderosas deveriam meditar sobre estas coisas.

sexta-feira, março 04, 2011

Levantada de Quadris

Noticiou o site UOL: Por medo de terrorismo, Estados Unidos e Brasil removeram em sigilo, nas últimas semanas, os suprimentos e as máscaras de oxigênio do banheiro dos aviões comerciais de passageiros registrados nos dois países."

Dou-lhes razão, vejo nisso um castigo aos incautos comedores de chucrute, rabanete em conserva e doce azedo de blueberries, acompanhados do indefectivel hamburguês com cheddar, muito quetchup e mostarda alemã antes do embarque.
Verdadeiras bombas ambulantes.
Vez por outra, vemos sutis movimentos de quadril, disfarçadamente promovidos por nosso vizinho de poltrona, Enquanto o pérfido fedor espalha-se ganhando a batalha sobre o sistema de exaustão, o impassível flatulento continua mirando o Estadão ou a dondoca aliviada folheando o Contigo.
Não se iludam. Não necessariamente a capacidade volumétrica do abdome traduz efeitos devastadores diretamente proporcionais. Impossível saber pela aparência. Magrinhos também podem ser atômicos, verdadeiros repositórios de gases mostarda e sulfidricos. Ambos, com a capacidade de uma bomba arrasa-quarteirão, silenciosos, assobiantes, acompanhados ou não de um pigarrear, ou mesmo do tipo cara-de-pau, tronitroante.
O invariável, porém, é a impassividade, o olhar rodopiante e sorrateiro de "quem foi?.
Mas, alvíssaras, o primeiro passo foi dado. Retirem-se as máscaras de oxigênio nos cubículos, eufemisticamente chamados sanitários de bordo.
Espero que a IALTA, agora, lá determine o confinamento desses arrasa-quarteirão durante toda a viagem.
A não ser que temam explosão a bordo.