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sábado, novembro 14, 2015

Sexta-Feira 13. Filme ou Realidade?

Só sobrevive o opressor quando o oprimido se alia, ainda que tacitamente, a ele. Se o elefante tivesse consciência de sua força, se o boi fosse inconformado com seu destino, quem estaria no picadeiro ou no frigorífico não seriam eles.
Os atentados nos países do dito Primeiro Mundo chocam ainda mais porque permanece em nós a visão de que há cidadãos de primeira e de segunda classes, superiores e inferiores, importantes e insignificantes.


Por mais horroroso e chocante que seja o 13 de novembro em Paris, não o é menos do que os constantes bombardeios de cidades pelo ocidente no Oriente Médio. Resta a gente pensar quem começou.
Quando Churchill prometeu a Palestina para árabes e judeus, em barganha para apoio contra os alemães?
Quando o movimento sionista internacional apoiou os atentados em Jerusalém, como do Hotel King George em 1947?
Quando, mais recentemente, os Estados Unidos criou, treinou e armou a Al Qaeda contra os russos, que por sua vez haviam invadido o Afeganistão?
Quando a Índia foi dividida com fundamentos religiosos, para melhor ser dominada?
Quando o capital internacional, utilizando as 7 Irmãs, retirou um pedaço do Iraque e criou o Kwait?
Quando Bush formou uma coalizão para combater os iraquianos, em sua tentativa de reverter aquela situação? 
Quando a coalizão formada pela Otan criou a Primavera Árabe, como forma de desestabilização de governantes que ensaiavam posições de maior independência?


Ainda que seja usado "deus" como pano de fundo, é bom se entender que já vivemos numa guerra mundial, porque globalizada.
A transformação nos meios de comunicação nivelou a violência num mundo desigual. Esta guerra não depende de exércitos convencionais, de generais estrelados. A capacidade de agredir não é mais unidirecional.
Quem deu visibilidade a esse meio de ataque foi Bush, com sua false flag de 11 de Setembro. Mostrou que era possível. Agora fugiu do controle, uma nova ordem mundial é inevitável. Uma ordem em que dominantes e dominados terão que se nivelar em respeito e convivência, ou tudo será destruído.
E caso se não tiver se ultrapassado o ponto sem retorno. Fora isso, virá um tempo de trevas.
Tomemos consciência. Ninguém está seguro nessa guerra.