FregaBlog

terça-feira, julho 31, 2012

Tiranias Democráticas



A gente sabe, porque sente na carne, a imbecilidade e irrealidade de parlamentares e de conselheiros de Conselhos Nacionais na formulação de leis e regras que pretendem regular os detalhes de nosso cotidiano, como se vivêssemos no mundo ideal de Platão.

A gente também sabe, porque sente na carne, que são despreparados para essas funções, quando não as utilizam em causa própria, com interesses pessoais, pecuniários ou não.
Um exemplo disso é a regulamentação sobre as atividades de caminhoneiros. Resultado: bloqueio de estradas, transtornos à população, aos profissionais da estrada etc.
Esses lobos, sempre escondidos por peles de cordeiro, escudam-se em argumentos politicamente corretos para ocultar suas más-intenções. Alegam os acidentes causados pelo cansaço como objeto de sua ação deletéria. Mentira!!!!!
O cansaço nas estradas é uma realidade. Porém o remédio está errado.

A pausa obrigatória, de meia hora a cada quatro, somente faz com que os motoristas exagerem em direção de risco em razão do cumprimento de horários. Da mesma forma, o descanso obrigatório de 11 horas os obriga a tirarem a diferença do tempo parado.
Muito mais eficaz seria a conscientização, o trabalho de educação, de acompanhamento, inclusive pela inútil PRF que poderia, enfim, ter alguma coisa de útil para ofertar à comunidade em troca de seus altos salários.

Por outro lado, caminhões com 400, 500 HP são capazes de manter velocidades incompatíveis até para carros de passeio de última geração. Quem circula em estradas sabe disso. Claro, não é o caso dos parlamentares, nem dos incompetentes do CONTRAN/DENATRAN.
Seria extremamente simples a instalação de dispositivo com corte automático da alimentação dos motores em função da velocidade. Se a maior velocidade permitida para a via de maior velocidade máxima no país, para caminhões, é de 90 km/h, qual a razão de não exigi-lo? Porque trombariam com a Anfavea? Com as empresas montadoras, que são financiadoras de suas campanhas ou seus patrões?

O excesso de velocidade de veículos pesados é uma causa muito mais efetiva de acidentes do que a jornada de trabalho.
Mas isso não interessa a esses senhores especialistas que apostam que o Estado tutor é a única solução para uma população idiotizada.
Idiotizada?
Bem, os bloqueios de estrada estão aí.

quarta-feira, julho 25, 2012

Descritério Criterioso

Poderia ser inédito. Mexeu-se a ANATEL, uma das malditas agências (des)reguladoras que defendem os fornecedores de nós, ferozes consumidores.
Embora com seu exército de "especialistas", preferiu adotar a relação entre reclamações de consumidores e a base de clientes em cada Estado. Tudo bem, admito que seja incompetente para valer-se de critérios técnicos, preferindo a enquete sobre uma base discutível. Vamos considerar - todos sabemos disso - que a quantidade de reclamações formuladas à Anatel é menor do que os problemas enfrentados. Isso pelo próprio descrédito conquistado por aquela agência ao longo de mais de uma década.
Não faço aqui defesa das operadoras, todas elas verdadeiras estelionatárias. Mas que a Vivo foi beneficiada, isso foi. Não por sua competência e qualidade. Que motivos ocultos haveria?
No Amapá, com 4,6 reclamações por 100 mil clientes, a TIM foi punida; a Vivo, com 15,5/100 mil clientes na Bahia, não o foi. A Oi, com índice de 35,0 na Bahia, foi poupada, enquanto a Claro, com 26,4 em Sergipe, teve o cutelo passado em seu pescoço. Com um índice de 18, a Oi foi punida no Amazonas. Surpreendente. Mesmo índice da Claro também no Amazonas, que passou faceira, abanando o rabo.Já a Vivo, com 24,2 no Rio - isso mesmo, 24,2 - continuou liberada.
O surrealismo dessa decisão casuísta, mentirosa e, talvez, mal-intencionada só mostra mesmo a que vieram essa agência, os marcos regulatórios e o próprio processo de privatização das telecomunicações, fonte de toda essa imundície, promovida pelo Calabar do séc XX que nos comandava à época.
Isso fica patente quando foi noticiado que o governo italiano acompanhava de perto as punições infligidas à TIM. Claro (sem trocadilhos), FHC conseguiu promover nossos assuntos internos a externos, sob controle e interesse de seus patrões colonialistas.
Talvez venha daí a timidez da Anatel em punir a Vivo. Medo de Juan Carlo mandá-la calar a boca, como fez com o boquirroto Chavez. Ou o medo seria outro?
Enquanto isso, calamo-nos nós, consumidores, com os descritérios e inação histórica da Anatel. E temos nossa voz calada pelo descompromisso com o Brasil das operadoras do capital internacional.
Parabéns à Vivo. Seu lobby foi mais forte.