FregaBlog

quarta-feira, agosto 13, 2014

Eduardo Campos

Uma tragédia pessoal. Pêsames profundos e sentidos às famílias enlutadas.
Uma ebulição política nesta reta final do pleito presidencial. O que acontecerá? Ninguém sabe neste momento de choque.

Arriscando alguns cenários.

1 - Marina Silva tenta ocupar a vaga deixada por Campos. Encontra severa resistência do PSB, na percepção de que somente estaria enchendo a bola da Rede e, mesmo em improvável vitória, o PSB não governaria.

2 - PSB indica outro nome ligado a Campos para a vaga. Antagônica, provavelmente Marina retira seu nome da chapa, migrando a Rede para o apoio a Aécio.
Por outro lado, a entrada de um terceiro, pelo clima emocional decorrente da tragédia, retirará alguns votos do PSDB. A depender do balanço dessas migrações, aumenta a possibilidade da eleição decidir-se no primeiro turno, favoravelmente à candidatura Dilma.
Na hipótese de segundo turno, é quase certeza o apoio do PSB à reeleição.

3 - O PSB adere à coligação do PT, retirando suas candidaturas próprias. Marina e seus apoiadores migram para a base de apoio de Aécio.

4 - Marina assume a cabeça de chapa e o PSB indica o vice. Considero o cenário menos provável de todos, porém aumenta muito a hipótese da eleição ser decidida em segundo turno.

Nenhum desses seria um cenário que eu desejaria. Gostaria de Campos ativamente na campanha.
Como me manifestei anteriormente, Campos não teria meu voto neste eleição. Primordialmente por Marina, acessoriamente, por entender uma necessidade de amadurecimento político maior dele. Mas seria uma provável opção minha para 2018, após uma reforma política que tornasse viável suas idéias de governar à revelia dos tradicionais caciques políticos.
Estes sim, a causa e conseqüência das composições espúrias e do domínio de fato de todos os governos desde 86.

Enfim, com o acidente de hoje, perderam as famílias atingidas e perdeu o Brasil.