quarta-feira, julho 25, 2012

Descritério Criterioso

Poderia ser inédito. Mexeu-se a ANATEL, uma das malditas agências (des)reguladoras que defendem os fornecedores de nós, ferozes consumidores.
Embora com seu exército de "especialistas", preferiu adotar a relação entre reclamações de consumidores e a base de clientes em cada Estado. Tudo bem, admito que seja incompetente para valer-se de critérios técnicos, preferindo a enquete sobre uma base discutível. Vamos considerar - todos sabemos disso - que a quantidade de reclamações formuladas à Anatel é menor do que os problemas enfrentados. Isso pelo próprio descrédito conquistado por aquela agência ao longo de mais de uma década.
Não faço aqui defesa das operadoras, todas elas verdadeiras estelionatárias. Mas que a Vivo foi beneficiada, isso foi. Não por sua competência e qualidade. Que motivos ocultos haveria?
No Amapá, com 4,6 reclamações por 100 mil clientes, a TIM foi punida; a Vivo, com 15,5/100 mil clientes na Bahia, não o foi. A Oi, com índice de 35,0 na Bahia, foi poupada, enquanto a Claro, com 26,4 em Sergipe, teve o cutelo passado em seu pescoço. Com um índice de 18, a Oi foi punida no Amazonas. Surpreendente. Mesmo índice da Claro também no Amazonas, que passou faceira, abanando o rabo.Já a Vivo, com 24,2 no Rio - isso mesmo, 24,2 - continuou liberada.
O surrealismo dessa decisão casuísta, mentirosa e, talvez, mal-intencionada só mostra mesmo a que vieram essa agência, os marcos regulatórios e o próprio processo de privatização das telecomunicações, fonte de toda essa imundície, promovida pelo Calabar do séc XX que nos comandava à época.
Isso fica patente quando foi noticiado que o governo italiano acompanhava de perto as punições infligidas à TIM. Claro (sem trocadilhos), FHC conseguiu promover nossos assuntos internos a externos, sob controle e interesse de seus patrões colonialistas.
Talvez venha daí a timidez da Anatel em punir a Vivo. Medo de Juan Carlo mandá-la calar a boca, como fez com o boquirroto Chavez. Ou o medo seria outro?
Enquanto isso, calamo-nos nós, consumidores, com os descritérios e inação histórica da Anatel. E temos nossa voz calada pelo descompromisso com o Brasil das operadoras do capital internacional.
Parabéns à Vivo. Seu lobby foi mais forte.

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