FregaBlog

domingo, novembro 07, 2021

Operação Capetão

A estratégia de permanência no poder dos representantes do capital internacional e sua guarda pretoriana,  o Exército 😢, é tão clara e evidente como o gato escondido, mas com o rabo de fora.

Ninguém se iluda, está tudo coordenado.
Os militares viabilizaram o golpe politico-parlamentar de 2016 para interromper as correções necessárias ao prosseguimento do programa bem sucedido de desenvolvimento soberano nacional.
Assume um vampiro, capacho e vaidoso. Inicia o plano de demolição, traduzido na frase Ponte para o Futuro.
A situação se degrada, Lula ressurge com toda força eleitoral, o lawfare cronogramado não se mostra suficientemente ágil, o STF volta a admitir a prisão em 2a. Instância como cumprimento antecipado de pena, ainda que sem culpa formada por trânsito em julgado. 

Um detalhe, cinco dos seis votos que aprovaram essa heresia foram dados por ministros indicados pelos governos petistas, sabe-se lá a quais chantagens ou ameaças foram submetidos, a única coisa que se sabe é o agradecimento público do agente beneficiado ao degradado e traidor ex-comandante do Exército.
Volto ao tema.

A prisão de Lula viabiliza a campanha de um ser histriônico, bandidinho e inepto, um deputado já no 7° mandato e esvoaçante  nos banquetes do Centrão.
Mas era militar, ainda que de tão baixo nível a ponto de ser condenado por indignidade, sentença revogada no STM por razões estritamente corporativas, nem tão incomuns nesse tribunal de exceção.
Mas obedecerá aos generais, que fechariam os olhos a suas estrepolias familiares desde que desse sequência ao plano de destruição nacional e sua submissão ao capital Internacional, movidos por interesses imediatos e argentários em causa própria.
Mais um parêntesis, esses generais venais não podem ser confundidos com a Instituição, muito embora, condicionada a tropa nos princípios da hierarquia e disciplina, passaram a representá-la de fato, numa usurpação criminosa. Fecho os parêntesis.

O plano, porém, não se sustentaria em longo prazo sem que a memória recente fosse apagada. 
A alegria, progresso pessoal, orgulho da nacionalidade, responsabilidade social do Estado, tudo isso permanece vivo por, no mínimo, uns quinze anos. Ou seja, até que a geração que não viveu  período anterior perca seu paradigma de comparação.
Com isso, a derrota eleitoral desse grupo em 2022, inevitável, torna necessário cumprir, no mínimo, outra metade do tempo.
Aí entra em cena o plano mais sórdido, porém competente, gestado com todo o conhecimento adquirido nos cursos de Estado Maior e Escola superior de Guerra.
E vamos ao planejamento da progressão.

O primeiro passo, o do golpe, já foi vivido e conhecido e se encerrou na eleição do capitão. Dispensa novos comentários.

A manutenção de Lula na prisão foi abortada por flagrantementevinconstitucional e o agente fo lawfare mistrou que tinha planos proprios de poder, capazes de comprometer o desgoverno programado para o quadriênio 19/22 por disputa de ambições. Foi defenestrado e o próprio Comando Golpista forjou uma dissidência ao capitão para ocupar o espaço antes que aventureiros o fizessem. Dá pra entender onde entra o time Santos Cruz?

Voltando. Como a derrota eleitoral é inevitável e um golpe não resistiria um mês de bloqueio e isolamento internacionais, cenário decorrente da derrota de Trump, o ajuste do plano é aproveitar a própria eleição para comprometer de morte qualquer tentativa de resgate da soberania e fazer, da submissão e alinhamento ao capital, a própria vontade popular.

Para isso é necessário inviabilizar o próximo governo, mas de maneira tão profunda, que seja repudiado e rejeitado pelas próximas décadas.

A bomba de retardo articulada e que, inocentemente ou não, está sendo engolida pelas instituições e pela própria população, forçará que o próximo governo seja tão ruim, mas tão  ruim, que explodam as manifestações populares de revolta e que a eleição de 26, e subsequentes, garantam a manutenção do poder, agora com respaldo popular.

Por incrível que pareça, Lula faria melhor em não se candidatar à presidência, mas à Câmara dos Deputados por São Paulo,  estado com maior bancada.

Puxaria uma enormidade de votos, e, com campanha articulada em outros estados, formaria  maioria na Câmara. Se elegeria presidente da Casa e comandaria uma agenda de oposição e neutralização às bombas de retardo, inviabilizando a demolição nacional planejada.

Daria um golpe de mestre nesses generais de fancaria e de boquinhas de duplo teto.