terça-feira, novembro 03, 2009

Reino das Arábias

Um jovem de 22 anos foi condenado na Arábia Saudita à decapitação e à crucificação pelo rapto e sequestro de cinco crianças, informou nesta terça-feira o jornal saudita Okaz. Entre suas vítimas está uma criança de 3 anos, encontrada morta no deserto de Hael, no sudoeste da Arábia Saudita, onde o acusado a havia deixado após tê-la violentado, acrescentou o jornal. (Site Terra em 03/11/09)

A diferença de lá pra cá é que aqui, a título de recuperação e reinserção do criminoso, o bandido pode passar uns poucos anos na cadeia se for bagrinho, ou não tiver bom advogado, ou ser figura carimbada e massificada para a opinião pública. Com todos os direitos de progressão de pena, visitas íntimas e, de quebra, comandar sua quadrilha por telefone.
Enquanto isso, a polícia do Rio insiste em garantir as imissões de posse no loteamento do tráfico. Favelas são ocupadas não exatamente para proteger a população decente que lá ainda se esconde, mas os negócios do detentor das bocas de fumo do local. Tanto isso é verdade que, não fossem as freqüentes e repetidas investidas de uma quadrilha contra a outra, numa guerra de ocupação de clientes e territórios, a polícia permaneceria em sua ingrata missão de policiar, de bermudas, o banho de mar do andar de cima.
Volto a insistir: a "guerra" contra o tráfico está perdida. Ou a sociedade conscientiza-se, dá esta por perdida e declara nova guerra, com novas armas, novos meios e novos procedimentos, ou continuará fingindo e fazendo de conta que combate.
Está certa a Arábia. O Código Penal tem que ter como fundamento inflingir o medo ao criminoso potencial, não a premissa de que cadeia recupera os valores de alguém.

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