sábado, junho 06, 2009

Regras e Exceções

O SUS (Sistema Único de Saúde) é a mais recente tentativa de normalizar a atuação governamental na saúde pública, em atendimento ao preceito constitucional. É no ¨livrinho¨ que a consideraram direito do cidadão e dever do Estado. E eu nem estou aqui pra contestar o que escreveram os dignos constituintes pré-queda do Muro, embora alguns deles continuem vivos e em cima dele.
O fato é que o Estado tem a obrigação de facultar o atendimento médico e hospitalar aos cidadãos, sejam índios, negros ou brancos (por ordem de status social); ricos, remediados ou pobres (na mesma ordem). Não interessa nem se questiona se são usuários de planos de saúde, de seguros ou coisa parecida.
Quer dizer, não se questiona em termos.
O SUS busca ressarcimento dos planos de saúde pelos gastos incorridos com o atendimento dos cidadãos. De fato, não sei porquê.
A conseqüência real é que os usuários pagam duas vezes.
Na primeira, pelos impostos que custeiam o SUS. Na segunda, porque os valores absurdos que pagam aos planos de saúde têm embutido o ressarcimento ao SUS dessas despesas. As mensalidades poderiam ser menores, livrasse-nos Deus dessa gatunagem.
Fico espantado com a criatividade dos gestores públicos em extorquir os contribuintes ou de fazer graça com o chapéu alheio. Como se os usuários dos planos de saúde não tivessem o direito constitucional de valer-se do SUS.
Ou seja, o Congresso faz as regras. A burocracia, a exceção.

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