terça-feira, maio 26, 2009

Qüé-qüé

Com atração irrestível por holofotes e microfones, o Dr Mendes não deixou passar em branco a oportunidade de dar seu pitaco político, abandonando a prudência do juiz ao antecipar opinião sobre matéria que poderá ser levada ao tribunal que preside.
O Dr Mendes declara-se contrário a reeleições sucessivas e ainda, didática e antropologicamente, complementa que estamos aprendendo que democracia não se limita a eleições.
Brilhante, como sempre, no que se trata do óbvio pirotécnico.
Dr Mendes, um dos artífices do processo que culminou com a implantação inédita e desastrosa da reeleição no Brasil, não explicou a razão de estipular a causa de uma reeleição ser justificável, ao contrário da terceira, quarta ou enésima.
De minha parte, pura e simplesmente não haveria reeleição. Sua ocorrência inativa o primeiro e o último ano dos mandatos. No primeiro, é executado o orçamento aprovado no governo anterior. No último, o mandatário dedica-se à reeleição. Assim, o mandato vai pras cucuias.
Sua excelência, em contraponto, nada opina quanto à reeleição sucessiva e infinita enquanto dure para o legislativo. Não é reeleição, Sr Ministro? E quanto à vitaliciedade de cargos como o seu, presente de lealdade do governante desleal, de quem foi destacado advogado?
Coisas de tucano com bico de pato.

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