terça-feira, junho 16, 2009

Vascaínos e Flamenguistas

Pois é, de tanto viajar ao exterior, isso não deveria mais provocar a euforia do viajante em Lula. Vá lá, na primeira vez é comum. Na segunda e terceira, aceitável. Daí pra frente vira rotina, quase como pegar o ônibus pra ir pro trabalho.
Com todo mundo é assim, menos com nosso presidente.
Basta Lula meter o pé no aeroporto estrangeiro para ser acometido de bobice aguda, doença psicossomática de agente duvidoso. Uns cientistas afirmam tratar-se de cepa do virus quem-nunca-comeu-meladus. Outros garantem ser estritamente psicológica, numa síndrome identificada como imbecilitatus cerebralis.
Seja como for, nosso presidente quer bancar o engraçadinho, o palhacinho de auditórios, o popular das coletivas. E quebra a cara, muitas vezes.
Nesta última, confesso, fiquei tele-encabulado.
Comparar uma comoção popular como a que está ocorrendo no Irã a briga de torcidas foi demais.
Não adianta tentarmos entender o Irã pelos nossos parâmetros ocidentais, pela nossa visão conceitual de liberdade, democracia, igualdade. Os fundamentos da Revolução Francesa são diferentes da revolução dos aiatolás, essa sim mais identificada com o povo iraniano.
Mesmo lá, numa teocracia fundamentalista, pode haver divergências e, se parecidas na forma, na essência são profundamente diferentes das movimentações ocidentais.
Compará-las com torcidas de futebol, foi demais.
Fiquei envergonhado pelo nosso presidente, apesar da admiração que tenho por ele.

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