quinta-feira, novembro 05, 2009

Golpe Paraguaio

Os delírios persecutórios do bolivariano só podem ser explicados, ou por ataques de síndrome de pânico, ou por muita cara-de-pau. Pessoalmente, creio nesta hipótese, sem descartar a ocorrência simultânea da primeira.
A coisa é tão séria que cientistas já suspeitam de epidemia pelo virus puxassaccus babaovius, tão comum nos departamentos de escadas e corredores de regimes totalitários. Acreditam os pesquisadores que o venezuelano Carolous Wimmer já esteja contaminado. Isto pelas declarações levantando rumores de golpe de Estado no Paraguai. Lembrando, o infectado é secretário de relações internacionais do Partido Comunista Venezuelano (PCV) e vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino), saiba-se lá o que faz isso. Consta também que o vetor da epidemia, o bufão Chavez, haveria levantado a lebre na reunião da Alba na Bolívia. Explorando, nas sutilezas de suas diatribes, os ressentimentos e tensões ainda presentes entre a Bolívia e o Paraguai.
Logicamente, para não perder o costume, os culpados de sempre: a extrema-direita e os Estados Unidos.
Lugo negou qualquer possibilidade de golpe, embora tenha promovido substituição dos três chefes militares paraguaios. Onde há fumaça, há fogo? Às vezes sim, mas não podemos jurar que a fumaça paraguaia vire labareda.
Porém, tem razão Lugo. Não há golpe em andamento e ninguém é louco ou inconseqüente a ponto de realmente acreditar nessa possibilidade. É uma questão de conjuntura internacional. Por muito menos deu-se o imbroglio hondurenho.
O grande pano de fundo é que Lugo, contrariando a expectativa do bolivariano, não se integrou ao time Chavez-Correa-Morales, vem negociando civilizadamente os interesses paraguaios e frustrou a intenção do grupo de fustigar o Brasil em sua fronteira oeste. Além disso, o Paraguai ainda não aprovou o ingresso da Venezuela no Mercosul, último bastião de bom senso nesse particular.
Chavez cometeu mais um erro estratégico. Além de suas bochechas perderem mais e mais credibilidade na geração de fantasmas, está motivando uma interpelação diplomática por iniciativa do senado paraguaio. Mais empecilhos para a inclusão venezuelana no Mercosul.
A esperteza, por vezes, atropela o espertalhão, quase sempre os oportunistas e sempre os boateiros.

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