terça-feira, novembro 17, 2009

Belo Monte IV

Há mais de 20 anos, dorme modorrenta numa das muitas gavetas da burocracia o processo de licenciamento prévio para construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu.
Já nem é mais sono. É catalepsia.
Corre perigo o leilão marcado para 21 de dezembro próximo pois, se a licença demorar, Belo Monte poderá ficar para 2010. Claro, no dia 21 de dezembro Papai Noel já estará aguardando em alguma fila de embarque num aeroporto. Em companhia, claro, da camarilha de burocratas, ambientalistas ou não, porém solidários com o inalienável direito que se aforam de enforcar serviço e matar expedientes. Bem, isso essa turma do IBAMA faz isso até quando está na repartição, especialistas que são em enxugar gelo e empacotar fumaça.
IBAMA me remete ao dito de um antigo companheiro de trabalho, o Mansur, mestre em classificar a burocracia estatal: se cobrir, vira circo; se cercar, vira hospício.
Bem, técnicos do IBAMA, especialistas que são em empatar o desenvolvimento, continuam sentados com seus trigliceríacos e colesteróticos traseiros no licenciamento prévio. Conforme publicado no site Terra, "segundo a assessoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os técnicos ainda não entregaram os pareceres para a liberação da licença.
"Estão aprofundando a análise e nos próximos dias deve sair", disse uma assessora."
Particularmente, desconfio e não gosto de quem gosta mais de uma lagartixa do que de um ser humano. Os que amam as antas às custas da minha energia elétrica, que se lixem. Melhor, me lixo pra eles.
E, por falar em lixo, quando será que a sociedade pegará esses alienados pelo gasnete e os colocarão na lata apropriada?
Só se for assim, porque o governo nunca o fará.

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