quinta-feira, novembro 12, 2009

Belo Monte III

De ontem pra hoje, venceu o bom-senso. Quer dizer, venceu, venceu, não venceu. Mas venceu. Pelo menos a etapa.
O TRF, acolhendo a representação da AGU, cassou a liminar concedida em Altamira pelo juiz Grillo, que suspendia o licenciamento da UHE antes de realização de novas audiências públicas.
Ao contrário do que supunha, talvez não restasse ao meritíssimo tanto fundamento jurídico assim na decisão. Foi derrubada em tempo recorde, ou seja, a decisão foi considerada errada.
Sem entrar na discussão dos erros ou acertos, o fato é a vulgarização crescente dos atos que suspendem, interrompem ou mesmo estigmatizam obras e ações do poder público.
Para que uma obra ocorra, são tantos órgãos, fiscais, carimbos e papéis que abre campo infinito para contestações judiciais. E, a cada contestação, pelo entendimento pessoal do juiz em qualquer das instâncias, obras fundamentais para o país são postergadas, paralizadas, estigmatizadas.
Agora, resta ver se o ultimato dos caciques era pra valer ou se somente estavam a serviço de ambientalistas e indigenistas plantados no governo e na imprensa pelos greenpeaces da vida.
Agora, é aguardar a decisão do mérito pelo juiz Grillo. Enquanto isso, Belo Monte, que pode se tornar a segunda UHE em geração, arás somente de Itaipu, corre risco.
E a gente faz o pior uso possível da água do Xingu. Deixá-lo escorrer para engrossar o Amazonas sem aproveitamento de seu curso.
Depois, se repercute que o PAC está atrasado.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home