quarta-feira, dezembro 19, 2007

Ryan

Ele era forte. Muito forte. Brigão, muito brigão. Estava sempre armado, com armas mortíferas. Desajustado, muito desajustado.
Conivente com o tráfico e das drogas dependia. Marginal, muito marginal.
Morreu na cadeia. E está virando comoção na mídia.
Todos os dias, gente decente é assassinada por pit-boys fortes, brigões, desajustados, marginais. E a mídia não promove a revolta pela situação. Vira mais um caso tabulado em estatísticas, somente.
Ryan Grace morreu na cela. Colheu o que plantou. E quantos colhem o que sequer semearam?
Com sua técnica e suas mãos Ryan estava sempre metido em confusões. Suas técnicas e mãos eram usadas como armas mortíferas para impor-se pela violência física contra os que não tinham suas habilidades.
Abrem as baterias contra o médico que o assistiu. Não sei, mas penso que a clínica desse médico é um dos efeitos colaterais pela discriminalização do uso de drogas compradas de traficantes. Pode ser até que disso ele se aproveite, da mesma forma que pululam advogados em portas de cadeias, soltando criminosos para receber seus honorários com o fruto do próximo assalto.
Porém, se o médico errou na dose e matou Ryan, viva a sociedade que ganhou com sua partida.
Lamenta-se pela vida desperdiçada, pelo sofrimento familiar, pela perda do atleta.
Mas é um a menos. Felizmente.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Ninguém é obrigado a usar drogas.O usuário de drogas o faz por opção pessoal. E a aprtir do momento que faz esta opção, também está optando por assumir os riscos que envolvem o consumo. Quem faz o que Ryan fez no dia em que foi preso, claro que tem que ir para a cadeia. Agora, querem dizer coitadinho, devia ter sido levado para uma clínica em vez da delegacia? a família vai processar a quem pelo quê?
Não falta muito para a sociedade pensar que a culpa pela more de Ryan é do policial que o prendeu (se ele não tivesse sido preso, não teria morido na cadeia), do delegado que não o encaminhou ao hospital (faltou responsabilidade do sistema), do médico que o atendeu (já era seu médico particular, portanto merecia a confiança da família), etc. e tal.
O único responsável pela situãção, o próprio Ryan, virou a vítima!

10:05 AM  

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