quarta-feira, dezembro 05, 2007

Coitadinhos dos Bandidos

Em desespero, a delegada em Palhoça-SC acorrentou detentos às colunas para que não fugissem enquanto as autoridades da administração penitenciária não arrumasse lugar para eles em algum presídio.
Instigativa, a mídia a acusa de maus-tratos e as autoridades dispõem-se abrir inquéritos.
Há um déficit apontado de 76 mil vagas em presídios, sem contar que somente 1 em cada 3 condenados estão recolhidos às prisões, que agora se chamam, eufemisticamente, centros de reeducação e reinsersão social.
Cada detento custa à sociedade, em média, mais de 2 salários mínimos/mês, além do suporte previdenciário às famílias em forma de pensão.
Isso é o custo direto. Gostaria de saber o custo total, incluindo o aumento do efetivo policial e seus dispositivos como armas, munições, cursos, viaturas e combustíveis; o aparato de segurança particular, como vigilantes, grades, alarmes, blindagens; os patrimônios roubados; as vidas produtivas extintas; os órfãos do crime.
Deve chegar perto de metade do PIB brasileiro, ou seja, metade de toda a riqueza gerada pelo Brasil.
Isso tudo para sustentar o mundo cor-de-rosa idealizado pelos constituintes pollyanas que impediram, por cláusula pétrea, que se busque outra direção para o problema.
Fulanizando, para ser mais claro. Tipos como Beira-Mar continuam vivos porquê? Quantos programas de moradia popular poderiam ser custados integralmente pelos governos não houvesse necessidade de construir as fortalezas de segurança máxima que, ao final, tranformam-se em motel de luxo para luas-de-mel de bandidos?
Fez bem a delegada.
Ao menos, teve coragem, nesse mar de covardia da sociedade, em encarar a realidade.

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