sexta-feira, maio 18, 2007

Celular e Xilindró

A toda hora jornais e autoridades clamam pelo bloqueio dos celulares nos presídios. Ontem mesmo indiciaram uma quadrilha de já presidiários que aterrorizavam a população com falsos seqüestros, numa pantomima representada dentro das celas.
Dizem juristas e autoridades, do alto de sua empáfia e sabedoria, que, sem isso, os presídios transformam-se pura e simplesmente em escritórios de criminosos.
Com meus botões e zíperes, fico pensando.
Em primeiro lugar, esses crimes somente são descobertos porque há celulares na mão dos criminosos e conseguem ser monitorados com autorização judicial, como manda a lei. Assim, tanto os juízes como a polícia sabem que eles existem, com quem estão e até como entraram. Se assim é, entram porque foi permitido. Ainda bem.
Em segundo lugar, e isso é mais grave, as afirmações desfazem as idéias de centros de recuperação. Esse conceito é tão ridículo que se tornou politicamente correto, quase compulsório, chamar cadeias de centros de recuperação e presidiários de reeducandos.
É pra rolar de rir!
Se a posse de celulares transforma penitenciárias em escritórios de criminosos, imaginem então quando de lá saírem, cumprido um terço da pena que lhes foi imposta.
Ou seja, o sistema admite cabalmente que esses criminosos não têm conserto neste mundo. Só se tornarão cidadãos de bem na vida eterna.
Nesse caso, porque não antecipar sua recuperação?
A pena de morte abreviaria o tempo de sua evolução e pouparia nossos bolsos de sustentá-los até que a Divina Providência se compadeça de nós e os leve para si.
Mas isso não pode. Por um motivo muito simples. O Art 60 da "Constituição Cidadã", parido por pollyanas alienadas, impede que o assunto até venha a ser discutido pelos legisladores. As famosas cláusulas pétreas.
Enquanto isso, podemos continuar vivendo em clima de guerra civil.
Isso sim não foi proibido.

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