quarta-feira, março 28, 2007

Democratas

Pois é. O PFL quer até mudar de nome, de identidade. Como um produto cuja má qualidade queimou a marca. Poderiam, mais simplesmente, lançar o Novo PFL, sob nova direção. Agora diet, com menos fisiologismo. Parece que estou até vendo os outdoors anunciando o novo produto.
Sabem-se em rota de extinção. O trio maravilhoso regina, composto pelo prussiano ex-presidente, pelo babalaô combalido e pelo menino maluquinho, sem contar o mapa-do-chile, pode ser tudo, menos bobo.
Seus espaços são cada vez menores porque seu estilo de fazer política é anacrônico. Sem dúvida, o PFL tem que mudar para continuar a ser uma voz da globalização e do liberalismo hayequiano. O Brasil precisa de defensores dessa corrente de pensamento, como forma de evitar o pensamento único. Embora pessoalmente não pactue com ela.
Mas, voltando à marca. Pretendem se chamar doravante, simplesmente, Democratas. Sem Partido, sem mais nada que caracterize uma facção ideológica.
Aí o bicho pega.
Por convicção ou por imposição constitucional, não importa, todo o brasileiro é democrata. Essa confusão que esses senhores estão fazendo levaria ao absurdo de que, quem fizesse campanha antagônica ao PFL renomeado, seria anti-democrata. Tendo que adotar uma pecha politicamente inaceitável e constitucionalmente proibida.
Teriam que melhor qualificar sua plataforma, para evitar a inevitável confusão.
Claro que é exatamente isso que esses caciques querem. O PFL sempre soube a hora certa de abandonar o navio.
Depois de participar ativamente e usufruir do período revolucionário, sentindo o fim do ciclo, apoiaram a oposição e fizeram o primeiro presidente do novo período, Sarney. Apoiaram Collor e pularam do barco quando estava fazendo água. Tentaram, com sucesso limitado, usufruir do período Itamar. Anexaram-se a FH quando sentiram que seria o novo presidente. Promoveram a reeleição e participaram da maior traição ao Brasil que a história registrou. E continuaram usufruindo das benesses.
Para acender uma vela pra Deus e outra pro diabo, apoiaram Serra sem desprezar o apoio ao candidato Lula, em 2002. Lembram-se das declarações de apoio do ACM? Não deu certo a aproximação e ficarão 8 anos fora do que melhor sabem fazer: usufruir de governos.
Alckmin foi um tiro n'água, a pá de cal. Para não desaparecer, têm que criar nova identidade, maquiar-se. Mas, para isso, não precisam apelar para a propaganda enganosa.
Tomara que o TSE recuse o registro do nome ou determine que se identifiquem melhor.
Antes que surja outro partido mudando seu nome para Brasileiros.

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