segunda-feira, março 12, 2007

Boquirroto Belicoso

Eis que o bolivariano(?), em sua turnê de contraponto à de Bush, vaticinou mais uma de suas patacoadas.
Após discursar na Argentina, sob o olhar de media-luz do taínha morta, pegou o rumo dos Andes, para a terra do Evo.
Discursando contra Bush em um quartel, denunciou o patrocínio de magnicídios pela CIA, começando por ele e pelo próprio Morales.
E alertou. Caso toquem em um fio de cabelo de Morales ou dele mesmo, será início de uma guerra de cem anos.
Esses ditadorezinhos cucarachos se acham mesmo imortais. Por cem anos Chavez lutará. Talvez ao lado de Fidel, a essa altura tentando alcançar o recorde de Matusalém.
Alerta Chavez também sobre a possibilidade dos Estados Unidos valerem-se do apoio de alguma força armada reacionária para alcançá-los. Minha leitura dessa afirmação é de que Brasil se cuide, se tentar tornar-se uma potência energética renovável em conjunto com os americanos.
É bem verdade que Chavez tem aproveitado os dólares que recebe dos americanos, pela venda de petróleo, para armar-se. E bem. Mas isso não lhe dá força nacional em seu sentido mais amplo.
O programa de biocombustível é uma ameaça à política hegemônica de Chavez. E estou convencido que ele reagirá. Começando pela Colômbia, que se dispôs a investir no programa. Após, contra o Brasil, por meio de seus teleguiados.
Nossa política externa tem que ser alerta e firme. É impossível transigir com o futuro do País.
Chavez irá gritar, espernear, esbravejar, ameaçar e talvez até agir limitadamente.
Se o reduzirmos à verdadeira grandeza, passada a erupção, veremos que a montanha pariu um rato.

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