terça-feira, fevereiro 27, 2007

Etanol

O Brasil e os Estados Unidos, em conjunto, respondem por cerca de 90% da produção mundial de etanol. A diferença está na competitividade, resultante da matéria-prima utilizada. Enquanto os Estados Unidos utilizam o milho, de custo elevado, o Brasil dispõe da cana-de-açúcar, o que torna seu produto competitivo com o petróleo até o nível de 25/30 dólares o barril.
Ou seja, as condições são ótimas e privilegiadas, pois não há perspectiva do petróleo nivelar-se a menos de U$ 50 o barril, no melhor cenário.
Bush subsidia o etanol americano; o Brasil não. Bush precisa reduzir sua dependência do petróleo dos aiatolás, mujdins e bolivarianos (?). O Brasil precisa conquistar mais mercados para seu etanol e metanol, promovendo a quebra das barreiras tarifárias americanas.
Nessa conjuntura, o Brasil reúne as melhores condições para negociar um bom acordo na visita próxima de Bush.
Chavez irá espernear. Um acordo brasileiro, em seu pretenso quintal energético, tirará seu sono. O principal comprador do petróleo venezuelano é justamente o reino de George Bush. Chavez tentará melar o acordo, sem dúvida. Nem que seja fomentando a ambição paraguaia de aumentar o preço da energia de Itaipu ou a Evo, quanto ao gás boliviano.
Mas o Brasil, se tiver juízo, não deverá deixar passar em branco essa oportunidade. Ela representa a inserção definitiva brasileira no mercado mundial do biocombustível.
Além do que, nossos vizinhos são definitivos, mas não confiáveis.
Infelizmente.

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