sábado, março 10, 2007

CHIPS

Não, nada a ver com eletrônica e informática. Ou será que tem, face à quantidade de luzes e alarmes que ornamentavam uma alcatéia de motocicletas que circularam em Brasília, nesta semana? Tirem suas próprias conclusões; confesso-me incompetente para tanto.
As possantes motocicletas em questão - mais de vinte, em comboio - roncavam aos pares, casais inusitados de gêmeos idênticos. Assim como os pilotos, em seus uniformes da Polícia Rodoviária Federal.
Não sei o que faziam em bando, policiais rodoviários que eram, numa via urbana. Vá se querer entender o que faz a polícia. Seus desígnios são conhecidos por poucos iluminados.
Mas o que chamava a atenção, mesmo, eram as letras garrafais aplicadas nas laterais. Literalmente.
POLICE.
Fiquei pensando. Seria um presente de Bush aos fiscalizadores das BR? Em homenagem à visita dele, mudaram o idioma pátrio? Quem sabe, o responsável pelos veículos da PRF concluiu seu madureza em inglês? Ou será que, pelo complexo de inferioridade nacional, entenderam que escrever em português seria uma agressão gratuita a turistas estrangeiros?
Acho que não, não foi nada disso.
Pra mim, a culpa foi do pintor do letreiro, já esclerosado, que confundiu o falado apoio à produção de chips e outros elementos de eletrônica fina, previsto no PAC, com o matusalênico seriado CHIPS (California Highway Patrol) que, nos idos da TV em preto e branco, narrava a saga e aventura de dois policiais rodoviários da Califórnia.
Pensou, o caduco, que estava pintando a moto para eles.

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