quarta-feira, janeiro 15, 2014

Ameaças à Reeleição

Três coisas podem comprometer o governo Dilma e retirar-lhe uma provável reeleição. E a Copa do Mundo não está entre elas.

A questão indígena, com a Funai promovendo a instabilidade e insegurança no campo, aliado a um ministro da justiça mentiroso e fraco. Caso Dilma não assuma as rédeas desse problema que está sendo gestado há décadas, terá que enfrentar revoltas localizadas armadas em vários pontos do País, e isso é prato feito tanto para a oposição como para as ONG, que promoverão o reconhecimento de estado de beligerância no território nacional, podendo chegar ao envio de tropas de segurança. É o caos.

O segundo ponto - e esse foge a seu controle - são os rolezinhos. Com aparência inofensiva, porém com a repressão policial oportuna para governos de oposição, pode gerar movimentações urbanas incontroláveis pela adesão de movimentos alienados e conduzidos por interesses políticos, tipo blackbocks, que transformarão as manifestações de junho/2013 em brincadeira de roda. Reconheço que pouco Dilma pode fazer nesse aspecto, mas é uma enorme ameaça que está sendo fomentada.

O terceiro ponto são os ocultos e submersos mercados. Contrariá-los integralmente pode levar - e levará - a ataques especulativos e financiamento farto à mídia contrária e às candidaturas de oposição. Os mercados já têm se manifestado sobre um descontrole inflacionário inexistente, na tentativa de insuflar o medo na classe média ainda pautada pelas editorias. Passará a exigir aumento da Selic, elemento que drena poupanças nacionais para os cofres da banca internacional, mas causadora de redução de crescimento, com impacto direto no desemprego. Nesse campo terá que agir com cautela. Se trombar, enfrentará dificuldades, se ceder, também. Achar o caminho do meio não será tarefa fácil.

Mas de todos eles, o segundo é mais crítico e pode levar à convulsão urbana sem proporções. E isso não está em seu controle.

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