segunda-feira, maio 12, 2008

Vento que Sopra Lá....Sopra cá

Os moradores locais da praia de Camboinhas, em Niterói, estão com os cabelos em pé. Descendentes de índios guaranis, que até pouco tempo trabalhavam como qualquer brasileiro, moravam como qualquer brasileiro, disputavam um lugar ao sol como qualquer brasileiro, descobriram o caminho das pedras.
Se vale para os descendentes indígenas de Roraima, por que não para eles?
Estão reivindicando o bairro, a título de reserva indígena.
Lá acampados há 3 meses, com três cabanas de palha e 38 membros, já deram até nome ao acampamento: Tekoa Itarypu e querem o reconhecimento que já obtiveram outras aldeias, como as de Bracuí (Angra dos Reis) e as de Paraty-Mirim, Mamamguá, Rio Pequeno e Itaxim, todas elas reconhecidas nos anos 90.
Alegam os descendentes dos guaranis que, por se tratar de um local de importância arqueológica com cinco sambaquis (cemitérios indígenas), têm direito de viver ali.
Os moradores locais estão se mobilizando, por meio da Sociedade Pró-Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas (Soprecam) para conseguir a rechaçar a pretensão, que, por sua parte, é apoiada pela Fundação Nacional do Índio (Funai). A mesma Funai de sempre, que fomentou a invasão de fazenda em Roraima em busca de uma camisa com sangue para brandir na ONU.
Assim se aproxima o vaticínio do Min Marco Aurélio, quando declarou que, pelo andar da carruagem, deveria se devolver o Rio de Janeiro aos tamoios.
Aliás, se depender da política suicida e irresponsável que está sendo conduzida com o apoio do atual governo, devolva-se todo o Brasil.
Lula, in extremis, pode aproveitar-se da cidadania italiana de sua mulher.
E nós?

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