segunda-feira, abril 21, 2008

Coma mas Não Mate

O antropólogo baiano Luiz Mott, também presidente do Grupo Gay da Bahia, divulgou a informação de que o Brasil é campeão mundial de assassinatos de homossexuais, com 122 casos em 2007, contra os segundo e terceiro lugares registrados no México (35) e Estados Unidos (22).
Segundo ele, vivemos um verdadeiro homocausto e é necessário que " que o governo institua aulas de educação sexual em todos os níveis escolares para ensinar o respeito ao homossexual e ao travesti. "
Mais essa agora.
As escolas devem privilegiar o respeito à pessoa humana por sua própria condição, sem criar mais um gueto, uma parcela específica. Ou seja, não é por ser homossexual que uma pessoa deve ser mais respeitada do que outra. Nem menos. E essas aulas não são de educaçao sexual e sim de ética.
No entanto o distinto cavalheiro, como antropólogo, sabe ou devia saber que comportamentos minoritários são minoritários porque não são praticados pela maioria da sociedade. E isso tem muito a ver com a cultura do momento. Óbvio.
Nas civilizações greco-romanas o homossexualismo não somente era aceito como até incentivado em todos os estratos sociais como elemento de amadurecimento sexual. De reis a escravos. Esse costume foi se modificando com a difusão judaico-cristã, que tomou conta do ocidente, garantindo um lugar no inferno aos adeptos dessa prática. O que não impediu que até papas a praticassem.
Hoje se considera, seja qual o motivo, razão ou circunstância, que entre de 5% e 10% da população seja homossexual. E, ao que parece, esse número repete-se na média em todos os locais.
Até no Brasil (menos no Rio Grande onde consta que todos os que lá nasceram mudaram-se para Buenos Ayres, Rio de Janeiro ou para a Bahia) esse número continua a ser uma referência. Há países em que esse número é maior, em outros menor. Mas isso é medido somente pelas práticas explícitas, não pelas tendências.
O grave, no entanto, é utilizar os meios de difusão de informações para lançar mais um estigma nacional, mais uma vez elevar o Brasil ao topo do pódio em matéria de notícia ruim.
Vocês acreditam que somente 25 homossexuais tenham sido assassinados nos Estados Unidos no ano passado? Ou 122 no Brasil, ou 35 no México?Nem a velhinha de Taubaté acreditaria. Claro que foi muito mais. Provavelmente, uma amostra confiável do universo dos assassinatos registrados. E, a se aceitar os percentuais, o Brasil deve per um universo entre 10 e 20 milhões de homossexuais. 122 seria a mais baixa taxa de assassinatos em um grupo determinado no país.
Então, senhores mottes da vida, parem com isso. Se tiverem dados reais, difundam. Se forem inferências, ou mesmo dados colhidos com métodos não homogêneos, abstenham-se dos juízos de valor.
Parem de onda!

3 Comments:

Blogger Paula Barbacena said...

oh tio, como eh q eh essa conversa ai do rio grande?!

8:49 AM  
Blogger Frega Jr said...

Sobrinha,

Bincadeira à parte, lembro da trova do poeta gaúcho:

"Não há viado gaúcho,
nem nunca houve na história.
Foi corrente migratória
que veio que nem chorriu.
Ou então alguém permitiu
enquanto Deus cochilava.
Ou então estava esgotada
a quota do Estado do Rio."

10:52 AM  
Anonymous Anônimo said...

oLHEM A REVISTA CARAS DESTA SEMANA (EM ALGUM CONSULTÓRIO MÉDICO, É CLARO!)HÁ ALI DESTAQUE PARA Ã FESTA DA UNIÃO DE DOIS HOMO.FORAM CONDUZIDOS (AMBOS.. A DUPLA DE DOISSSSS) AO ALTAR POR SUAS RESPECTIVAS GENITORAS, COM COROA E BUQUÊ DE FLORES.
SERÁ QUE AINDA PRECISA COLOCAR COMO CONTEÚDO CURRICULAR?
PARECE QUE JÁ ESTÁ TUDO DOMINADO....
RITA

11:29 AM  

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