segunda-feira, março 31, 2008

Canudos

Pra quem acha e divulga a amistosidade, simpatia e solidariedade do brasileiro como características nacionais, é bom lembrar que aqui também nasceram tipos sórdidos. Para citar três deles, Calabar, Fernando Henrique e Moreira Cézar também nasceram no Brasil.
Os dois primeiros dispensam comentários. Um, por corporificar a traição. O outro pelo mesmo motivo, mas ainda sem julgamento isento da história. Tem uma carência de 200 anos à frente.
Mas, lembremos de Moreira Cézar.
Fruto da arrogância republicana, da intransigência e de sua intrínseca prepotência, promoveu o maior genocídio de brasileiros em território pátrio. Nada até agora compara-se a Moreira Cézar, degrau mais baixo da nacionalidade brasileira.
Nada, bem entendido, até agora. Não há recordes nem marcas absolutas que sejam insuperáveis.
Canudos poderá ser ultrapassado pela ação do governo contra os patriotas de Roraima, que já começaram a ser ameaçados pela Polícia Deferal e pela Força Nacional de Segurança.
O Exército optou por ser o exército de Caxias, não de o Floriano Peixoto. Recusou-se a participar da missão fratricida.
Mas, e a Polícia Federal? Estará disposta a lutar contra brasileiros cujo crime é insistir na continuação de sê-lo?
Terá, não a direção, mas o corpo profissional a falta de senso crítico de perceber que a execução das ordens que lhes deram implicará no fracionamento do território nacional?
E nós? Assistiremos isso passivamente, sem darmos apoio ao povo de Roraima? Manteremos nossa postura de revolta omissa, como de hábito, reclamando mas não agindo?
O momento é sério e exige que nos posicionemos. Que decidamos que tipo de brasileiros queremos ser.

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