quarta-feira, maio 07, 2008

Até Quando?

O processo de expulsão dos brasileiros agricultores em Roraima está seguindo o rumo previsível. Infelizmente.

Hoje, o líder da resistência Paulo Quartiero está sendo transferido para Brasília e ficará preso nas dependências da PF. É a primeira vítima do esbulho patrocinado pelos traidores da Funai, abençoados pelos bispos e padres católicos a serviço de seus países de origem. O crime contra o Brasil se consolida cada vez mais sob nosso bovino olhar de complacência e cumplicidade.

Isso acontece porque são agricultores, não guerreiros. Aguerridos, sim, mas desconhecem as artimanhas das guerras e das políticas. Trabalham e produzem somente. Plantam e colhem. Imaginam que as instituições os protegerão e aí está seu grande erro.

O Brasil está acostumado a ser iconoclasta. A homenagear Zumbi e relegar Henrique Dias. Ambos eram negros. Ambos combatentes. Mas Henrique Dias lutou do nosso lado, diferentemente de Zumbi. Zumbi viroi herói nacional. Os exemplos não são poucos. Quem trabalha, produz, empreende, é bandido. Desde que não seja de uma multinacional; nesse caso recebe loas e aplausos, incentivos e portas abertas em gabinetes.

Em outra situação, Bento Gonçalves também foi preso, mas a guerra farroupilha não acabou. Além de aguerridos, os Farrapos eram também guerreiros. Nossos bentogonçalves de hoje são só agricultores. Proibidos de defender suas famílias, propriedades, produção. Isso, na visão desses agentes da traição, é crime.

Já o outro lado, que tenta promover o esbulho incentivado pela Funai, igreja católica e ONGs internacionais, não. Podem invadir, agredir, destruir, bloquear estradas, cuspir na Constituiçao e escarrar nos fundamentos democráticos, tem direito de fazê-lo. Segundo o quinta-coluna da Funai "não se pode interferir na terra deles". Terra deles, afirmou, não território brasileiro.

Hoje é Quartiero, amanhã ou depois, seu filho e mais 5 defensores do Brasil, já presos em Roraima.

Roraima está entregue a seu destino. Se abandonarem as enxadas e adotarem o arco e flecha que seja, poderão se salvar. Enquanto apostam na sapiência do STF que, aliás, já registra a manifestação de ministros preocupados com as conseqüências da traição governamental. Vamos ver.

Falta aos resistentes, no entanto, a intimidade com as armas, com as estratégias, com o combate. A eles não se assessora, não se ensina, não se treina. Não se ombreia nem se faz par. Formam um exército de brancaleone, desarmado, e tomara que sua garra supere isso.

No momento não se pode esquecer a lição de Churchil após Dunquerque, em discurso na Câmara dos Comuns: "Devemos ter muito cuidado para não conferir à saída dessa enrascada os atributos de uma vitória. Guerras não se vencem com evacuações."

Nossos brasileiros, que ainda resistem apesar de nós mesmos, retraíram-se, desmobilizaram-se, quando não deviam.

Acreditaram no Brasil. Erraram.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home