domingo, fevereiro 03, 2008

Matilde

Ah! Sim. Perfeito. Ela se enganou.
Nós também nos enganamos. Às vezes, confundimos uma moeda com outra, na hora de comprar pão, de pagar o ônibus. Às vezes é o caixa que se engana. Enganar-se é normal.
O anormal é enganar-se com o cartão de crédito dos outros. Nesse caso, o engano é moral, e por engano leia-se falha, deficiência, defeito.
A ex-Ministra Matilde, coitadinha, enganou-se. Foi induzida ao erro por dois assessores mal-intencionados ou incompetentes. Ela, claro, utilizou o cartão como se fosse seu, mas foi por engano. Tudo o que ela queria era promover a igualdade racial e, racista como se mostrou, quem sabe dar um cartão desses a todos os afro-descententes que encontrasse. Como resgate histórico.
Até eu que sou mais bobo e, infelizmente, fora dos padrões raciais da Matilde, procurei onde começava a fila. Também queria. Confesso que não achei.
Matilde gastou quase R$ 15mil em média mensal, suficiente para promover sessões de bronzeamento radicais em muitos ariano-descendentes,para aproximá-los dos padrões raciais propugnados por ela.
Mas foi por engano que ela usou os cartões.
É que ela foi contaminada por uma variedade específica de febre amarela, que ataca os cara-de-pau e torna o sorriso daquela cor quando o mal-feito é descoberto.
Matilde padece de um conflito interno grave. Não sabe o que vem em primeiro lugar: a nacionalidade ou a cor da pele. A rosemberguiana às avessas várias vezes escorregou nisso, chegando a pregar o racismo, a discriminação entre brasileiros.
Acho até estranho que ainda não tenha se valido disso para dizer que está sendo perseguida por ser negra e pobre.
A negritude dela é evidente, mas não tem qualquer correlação com sua inconseqüência. A pobreza, certamente. A de espírito.
A pobreza de espírito também torna as pessoas vulneráveis a outro vírus, ainda não classificado, mas que ataca os sentidos da audição, da visão e do olfato. Impede que a pessoa veja o que está fazendo, que ouça seu bom-senso, que sinta o cheiro do cocô. Mas, surpreendentemente, não afeta o tato para busca do dinheiro público, nem o da fala, para poder jogar a culpa para terceiros.
Que feio,Matilde!

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