sexta-feira, janeiro 04, 2008

Desperdício

Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP-SP) prenderam Valdinei Valente da Silva, 22 anos, o Neguinho (ou melhor, Afro-Descententezinho), e Marcos Rodrigues Medina, 24 anos, o Quinho, suspeitos de envolvimento no homicídio de Georgi Lucki, em maio de 2007.
Pois é. Esse solene desconhecido por nós, esse tal de Georgi Lucki, era um dos maiores especialistas do País na área de danos de irradiação nuclear. Participava de inspeções nas usinas de Angra dos Reis e desenvolvia uma cápsula capaz de indicar a deterioração do material usado nos vasos de usinas nucleares ao longo dos anos.
Tanto conhecimento não impediu que fosse baleado por três criminosos em frente ao portão de sua garagem, quando saíu em defesa da filha que estava sendo assaltada ao entrar em casa. Tinha 72 anos.
Até quando a sociedade vai ficar escondida atrás de psicólogos alienados e juristas coniventes antes de assumir o axioma de que bandido morto não reincide no crime?
Esses criminosos, que ficarão no máximo 5 ou 6 anos na cadeia, com direito à saidões e visitas íntimas, não somente tiraram a vida de um cidadão. Mandaram para debaixo de sete palmos todo o conhecimento acumulado, num país em que cientista é artigo raro.
Como avaliar o dano que causaram? Nos dois aspectos, pessoal e científico, é irrecuperável.
Essa política de benevolência com bandidos, que só faz aumentar mais e mais a insegurança e a covardia, findará por nos levar ao caos completo.
Em tese, estou até de acordo com a não aplicação da pena de morte. Desde que os bandidos assumam essa disposição primeiro.
Até lá, não há outra saída. Pena de morte já!

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