quinta-feira, janeiro 24, 2008

Tambores de Guerra

"Tambores de guerra
A escalada de troca de acusações, apontando para possível guerra entre Colômbia e Venezuela, foi prevista à coluna, há um mês, pelo coronel Gélio Fregapani. Mentor da doutrina brasileira de Guerra na Selva, acredita que os Estados Unidos forçariam a entrada do Brasil no conflito." http://www.claudiohumberto.com.br/Colunasanteriores/tabid/297/articleType/ArchiveView/month/1/year/2008/day/20/Default.aspx

É opinião quase unânime de quem se propõe a avaliar a estratégia adotada pelo boquirroto ditador da Venezuela sua intenção pan-latinoamericana. Claro, sob sua liderança. O que ele chama de bolivarianismo nomeia sua intenção hegemônica.
No entanto, a Venezuela esbarra em alguns obstáculos sócio-geográficos que lhe é difícil contornar. Suas fronteiras, com a Colômbia, Brasil e Guiana é o primeiro deles. Como estender seus tentáculos através de selvas e serras?
O segundo grande obstáculo é a relativamente pequena dimensão territorial e populacional, com uma população reticente em embarcar nas patriotadas do destemperado.
A seu favor estão suas reservas petrolíferas, conjuminadas com os estratosféricos preços do petróleo. O que lhe dá recursos, é verdade.
Para Chavez, o conflito com a Colômbia é essencial. Talvez o promova também contra a Guiana, como forma de imobilizar preventivamente a defesa brasileira nos conflitos de fronteira inevitáveis.
Chavez armou-se preliminarmente. Passou a incentivar a FARC para a desestabilização institucional na Colômbia. Tentou ganhar a simpatia da opinião pública mundial, encantoando o governo colombiano como se vilão da história fosse.
Ataca agressivamente o presidente colombiano, buscando o conflito.
Assim Hitler também agiu contra os governos dos países que pretendia ocupar em seu pan-germanismo. Polônia, Hungria, Áustria, Checo-Eslováquia. A mesma diatribe verbal, a mesma conduta política.
Chavez, como já escrevi várias vezes, é um perigo para a América do Sul muito maior do que a pobreza, os contrastes sociais, a corrupção. Chavez representa a falta de liberdade, o pensamento único. Tem que ser combatido em todos os escalões diplomáticos para que não seja necessário utilizar campos de batalha. Mas não há como contemporizar. Nem pensar que o Brasil pode passar ao largo, com o olhar privilegiado das arquibancadas. O Brasil é o único país da América do Sul capaz de impor os freios necessários sem maiores conflitos.
Apesar do Min. da Defesa que temos.

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