segunda-feira, janeiro 28, 2008

Brancaleone

Chavez agora quer criar uma forma militar para a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), com a formulação de uma estratégia de defesa que coordene as forças armadas dos países membros. Ou seja, uma OTAN bolivariana.
Adverte Chavez: "O inimigo é o mesmo, e se se meterem com um de nós, terão que se meter com todos nós. Vamos responder como um só. Tocar na Bolívia é tocar em todos nós, tocar em Cuba é tocar na Venezuela, tocar na Nicarágua, é tocar em nós".
O projeto de napoleão tropical foge às mais básicas escolas de estratégia, até para mim, admitido e reconhecido como absolutamente ignorante em matéria de assuntos militares. Qualquer um desses exércitos, de Cuba à Bolívia, são bolsões, impedidos de fazer contato para operações conjuntas por pura e simples razões geográficas, salvo se resolver invadir vizinhos e percorrer milhares de quilômetros em selvas.
Chavez está brincando de soldadinho de chumbo. Deve ser frustração por nunca ter sido submetido a combate real. Passou sua vida em quartéis e quarteladas, na melhor tradição latino-americana.
Chavez cita nominalmente a Nicarágua, de Ortega; Cuba, de Fidel ou do purgante, sei lá; Bolívia, de Morales e a própria Venezuela, dele mesmo.
De todos, o que enfrentou uma guerra mais recente foi a Bolívia, que tomou uma surra do ainda combalido Paraguai na chamada Guerra do Chaco.
No mais, esses exércitos durante o século passado foram muito hábeis em promover quarteladas, golpes de estado, lutas nos bastidores e, nos intervalos, desenhos de uniformes abusando de dourados e de medalhas para condecorarem seu próprio umbigo.
Combater o quê?
Exércitos de povos famintos, sem preparo nem experiência operacional, apesar do rearmamento promovido por Chavez, incapazes de sustentar-se em suas próprias pernas, poderiam suportar os sonhos ciclópicos desse ditadorzinho meia-boca?
Fico a imaginar Chavez numa biga, a desfilar pela Avenida Simon Bolivar, em Caracas, secundado pelo moribundo Fidel, o empenado Ortega e o bonachão Morales, comandando uma tropa maltrapilha e rebocando Bush em uma corda amarrada em seu pescoço.
Esse exército de brancaleone poderia dar o roteiro para uma comédia hollywoodiana.
Roteiro dos sonhos de um fanfarrão.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

DIARIO CATARINENSE, 29 de janeiro de 2008 | N° 7960

Guerrilheiro é condenado a 60 anosSessenta anos na prisão. Esta foi a sentença dada pela Justiça americana para o guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Simón Trinidad, de 57 anos. Trinidad, nome de guerra de Juvenal Ovidio Ricardo Palmera Pineda, se tornou o segundo integrante da guerrilha a receber uma sentença de condenação nos Estados Unidos.

O guerrilheiro ouviu ontem a sentença do juiz Joyce C. Lamberth. Trinidad foi condenado pela sua participação no seqüestro de três cidadãos americanos, há quase cinco anos. Marc Gonsalves, Keith Santsell e Thomas Howes foram seqüestrados quando o avião em que estavam, fazendo observações para o Pentágono, caiu na selva colombiana. Até hoje eles são mantidos em cativeiro pelas Farc. Para o juiz americano, o crime contra os três americanos foi "um ato bárbaro, depreciável, de terrorismo".

Delito exigiria prisão perpétua

Lamberth ressaltou que o tipo de delito praticado por Trinidad exigiria a condenação perpétua. Mas a pena para o guerrilheiro é a máxima permitida pelas autoridades colombianas no acordo de extradição feito em 2004, e corresponde à pena máxima na Colômbia. Capturado em janeiro de 2004 em Quito, no Equador, o combatente foi extradito para os EUA em dezembro do mesmo ano.

Durante sua intervenção, Trinidad mencionou os nomes dos presidentes Alvaro Uribe, da Colômbia, Hugo Chávez, da Venezuela, da senadora Piedad Córdoba (presente no julgamento) e do líder cubano José Martí. Ao final, deu vivas ao líder máximo das Farc, Manuel Marulanda, à guerrilha e ao libertador Simón Bolívar. Ao ouvir a sentença, disse:

- Apesar de perder minha liberdade física, mantenho intactos os ideais.

AQUI NO BRASIL, TERIA SIDO CONDECORADO, INDENIZADO, APROSENTADO COM TETO MÁXIMO E NOMEADO MINISTRO.

4:24 PM  

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