sexta-feira, novembro 16, 2007

Energia Nuclear

Chávez declarou, em visita à França, que a Venezuela pretende desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos.
Independentemente de eu considerar Chavez um perigo para a Venezuela, para a democracia e uma ameaça ao desenvolvimento pleno de povos ainda pouco politizados, não se pode confundí-lo com a Venezuela. Ainda que ele mesmo procure confundir as duas coisas.
A Venezuela tem todo o direito, até a obrigação, de prover para seu povo fontes de energia que transcendam o ciclo dos hidrocarbonetos. E, cá prá nós, o domínio do átomo não é mais perigoso nas mãos de Chavez do que nas de Bush e assemelhados.
O Brasil já desenvolve programa nuclear. E faz muito bem.
Ainda assim, a atual tecnologia nuclear tem ainda insoluta a questão do lixo atômico, com meia-vida medida em milênios. É uma fonte de poluição das mais perversas, capaz de envenenar, por centenas de gerações, lençóis freáticos e rios, terras e mares. Talvez mais perigosa do que as bilhões de toneladas anuais de CO2 lançadas na atmosfera.
Falando nisso, fico pensando no enorme fogareiro em que transformamos o planeta. Se não todas as fontes, todos os usos são térmicos. Da lâmpada à fábrica. Do carro à geladeira. Não sei se alguém já calculou os buzilhões de watts transformados em energia térmica em cada hora no planeta.
Atribuem o aquecimento global à emissão de CO2. Mas acho que estão esquecendo aquele efeito que deverá, com certeza, estar superando a capacidade planetária de arrefecimento para recomposição da energia potencial, independentemente da emissão de óxidos de carbono
Bem, isso se as leis da física não tiverem sido revogadas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Mas acho que, revogadas ou não, o radiador do motor Terra vai ferver.

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