domingo, novembro 04, 2007

Contra-Informação I

"Um aliado de Chávez na tropa brasileira

Demitido da Abin na Amazônia pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) por criticar a intervenção das Forças Armadas na reserva Raposa do Sol (RR), o coronel Gélio Fregapani surpreendeu os militares defendendo aliança com o presidente venezuelano Hugo Chávez. Especialista em assuntos estratégicos, ele teme uma ação americana indireta na reserva e na Venezuela, numa possível guerra com a Colômbia, contra a qual Chávez estaria se armando. Avalia que semiditador ajudaria o Brasil a expulsar "as malditas ONGs"."
(Da coluna de Claudio Humberto, do Jornal de Brasília:)> > 30/10/2007 11:49

Vejo duas hipóteses para essa nota: desinformação do jornalista ou ação de contra-informação, neste caso com participação ou não do autor.
Plantar notícias com objetivo de indispor pessoas com determinadas correntes de opinião, ou até desmoralizá-las, é uma das ações de maior efetividade no jogo da contra-informação.
Quem conhece a história de vida do atacado, de pronto, descarta a meia-verdade. Quem não o conhece, ou conhece superficialmente, pode alterar seu conceito.

Vale a pena ler a resposta e formar opinião própria.



"Caros amigos e irmãos de armas;


Agradeço de coração a gentileza de me remeterem o artigo do C. Humberto, onde, entre outras ironias, me classifica como aliado do Chavez.
Claro está que só penso no que interessa ao nosso País. Nas vulnerabilidades, nas ameaças e nas oportunidades. Não sou aliado incondicional de ninguém, mas aceitarei a aliança pontual de quem me parecer benéfico para o nosso Brasil.
Todos militares que se prezam raciocinam com hipóteses de guerra e se debruçam especialmente sobre uma, a mais provável ou a que interesse mais diretamente à região onde sirvam. Por ambos os motivos me debruço sobre as ameaças à Amazonia.
Não sou insensível ao ensaio de comunização do MST nem ao desvio do movimento quilombola ou à loucura do caos na segurança pública, mas esses problemas não ameçam a integridade nacional do mesmo modo que as "nações" indígenas, algumas já independentes de fato, capitaneadas pelas malditas ONGs, no mais das vezes dirigidas diretamente do exterior.
Vejo, do privilegiado observatório que tenho ocupado, nosso País se desmanchar aqui no nosso extremo norte, ou melhor ex-nosso, pois a serra que nos servia de fronteira está quase inteiramente tomada pelas tais "nações", que agora tentarão se unir impulsionadas pelo próprio governo.
Junte-se esta ameaça a declaração da ONU de que os aborígenes podem se decidir por uma nação própria. É claro que Venezuela é nossa parceira nesse cenário, pois sofre as mesmas ameaças que nós. Apenas as enfrenta com mais garra, patriotismo e visão do futuro e isto tem nos ajudado.
Se não fosse a oposição deles à atuação das ONGs, não haveria como evitar uma nação ianomami entre o Brasil e a Venezuela. A recusa do Chavez em ceder tem nos dado força.
A Venezuela procura se aproximar do Brasil, mesmo porque não lhe resta outra saída. Com inimigos a leste e a oeste e com a esquadra n. americana pronta para lhe bloquear o Caribe, quase sem indústrias, só lhe resta se abastecer no Brasil.
Estou consciente que as atitudes (verbais) esquerdistas do Chavez desperta repulsa de todos nós, eu inclusive, mas verifico que outros esquerdistas mais radicais (Cuba, Coréia do Norte, China, Viet Nam etc não tem merecido a mesma atenção de meus companheiros, que não percebem o quadro geopolítico, e muito menos de certo senador que finge esquecer o nosso MST e se empenha em vociferar contra o esquerdismo (verbal) do país vizinho. Chega a se atribuir a Chavez a criação da Raposa-S. do Sol, exatamente quem está nos ajudando a evitar.
Nesse ambiente conduzido pelas ONGs, chego a sentir a estranheza de alguns dos meus irmãos de armas;
- Será que o Frega mudou de lado?
Não, não mudei. Estarei sempre do lado do Brasil.
A verdade é que é preciso coragem para contrariar a opinião do nosso próprio grupo, mas coragem não me faltará.
A propósito, me vem à lembrança um episódio descrito por Homero sobre o cavalo de Tróia: um troiano chamado Lacoonte insistiu, contra a opinião de seus companheiros, para que não aceitassem nada do inimigo e destruissem o cavalo. Segundo Homero, apareceram cobras que atacaram Lacoonte e sua família. Estou ciente que posso ter que enfrentar esse tipo de veneno, de confundir nacionalismo com esquerdismo. Já vi isto uma vez.
Hoje vi com alegria uma opinião abalizada - do Cavagnari, de que o Brasil nada tem a temer do rearmamento da Venezuela, mas sim a Colômbia e a Guiana. A hipótese de guerra que sinto como mais provável iniciará com um conflito entre e Venezuela e a Colômbia, esta apoiada pelos EUA. Neste cenário, as "nações" indígenas declarariam a independência, dentro de um quadro que vise garantir o acesso do petróleo e minérios estratégicos aos EUA.
Isto é apenas uma hipótese de guerra. Deus permita que nunca se concretize, mas que nossa fraqueza e a imbecil política indigenista contribuirá para que conteça, isto é inegável.
E onde fica a justiça? Justiça só existe para quem a possa sustentar com armas.
Com um abraço.
Cel ref. Gélio Fregapani
TUDO PELA PÁTRIA
O BRASIL ACIMA DE TUDO NA VIDA
OS BRASILEIROS ACIMA DE TODOS NA TERRA"

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