quinta-feira, setembro 27, 2007

Assassinos Verdadeiros

Ao que parece, a autoria do assassinato dos dois meninos na Serra da Cantareira em São Paulo foi desvendado.
Ao que parece.
Um marginal, já condenado por homicídio e atentado violento ao pudor teria confessado a autoria, consubstanciada por indícios fortíssimos que incluem a fotografia das vítimas em seu celular.
A gana da sociedade fica, assim aplacada. Não fica a dor a família, mas essa é minoria.
Engana-se, porém, quem pensa que o assassino é esse bandido.
O verdadeiro assassino perfilha-se nas hostes do exército de psicólogos que vendem à sociedade o conceito da recuperação desses psicopatas.
Encontra-se nas hordas de advogados de porta de cadeia, que vivem do crime igualmente aos criminosos, sempre em busca dos artifícios legais que permitam sua liberdade, mesmo que honorários sejam pagos com o fruto do próximo assalto.
Assassinos são os congressistas que insistem em fazer leis benevolentes. Verdadeiros assassinos são juízes de varas de execução criminal que concedem benefícios sem avaliar o risco à sociedade.
São assassinos os líderes de ONG que só sabem ver violência policial na repressão a bandidos. São assassinos também os responsáveis por editorias de jornais que insistem em divulgar as ações dessas ONG, tipo Viva Rio, e dar cobertura a passeatas de pombinhas brancas afirmando que são da paz.
Somos todos nós assassinos pela omissão em não exigir pena capital para esses carrascos. Por acreditarmos nessa conversa mole de criminalistas e cientistas sociais de que o aumento da criminalidade é uma doença social. Doença social é nossa passividade, não a impunidade.
O autor confesso, recluso em Franco da Rocha, estava gozando de regime especial semi-aberto, com direito a passar os fins-de-semana em casa. Ou assassinando adolescentes.
Para essa corja de pollyanas, tanto faz.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home