segunda-feira, setembro 24, 2007

Trilogia da Revolta II

Nesse texto, ao que consta elaborado por um General da reserva, pode-se perceber que a revolta está próxima do conflito.
Erra o General ao atribuir a culpa à esquerda. Ainda não conseguiu desvincular seu raciocínio de uma polarização esquerda/direita. Melhor diria tratarem-se de crimes de lesa-pátria patrocinados por traidores, sem interessar seu conteúdo ideológico, caso o tenham.
Se a dita esquerda cantava a Internacional Socialista como hino, a chamada direita promoveu a efetiva internacionalização como propósito, fenômeno a que eufemisticamente chamaram globalização.
Se uma pugnava pela união de classes "trabalhadoras" perpassando fronteiras, ou outros implantaram a extinção das fronteiras para o capital.
General, traidor da Pátria é traidor. Tanto faz estar formulando esse processo denunciado; conduzindo as ações do Estado nesse sentido ou ser conivente com ele; estar sentado à direita de Deus-Pai ou servir-lhe o cafezinho.
Prescinde de outra qualificação ou de qualquer classificação. Traidor é traidor. E pronto!
O que pode parecer um desabafo interna-corporis é uma denúncia gravíssima.
Como responderemos? Não sei! Com armas ou com protestos escritos? Ou com palmas ou conformismo?
Estaremos preparados para o despojamento pessoal em pról do Brasil? Estaremos dispostos a tornarmo-nos foras-da-lei perpétuos, nos termos da Constituição em vigor, em defesa de uma lei muito maior, refletida na responsabilidade de passarmos a nossos filhos um Brasil íntegro em seu território e justo em suas relações?
Quereremos pagar o preço de sermos mortos e vilipendiados para sermos reconhecidos (talvez) só pela posteridade distante?
É uma dúvida pessoal que tenho.
Bem, aí vai o texto do general Azevedo.

"HAVERÁ CHORO E RANGER DE DENTES

Quando alardeamos que a credibilidade do Exército Brasileiro (EB) junto à Opinião Pública é elevadíssima, não posso evitar um muxoxo. A do magnânimo e loquaz Presidente também é. A do Congresso Nacional é baixíssima e, no entanto, nada, absolutamente nada, inibe os desmandos e as mazelas perpretados naquele prostíbulo da moral. Pelo contrário, seus membros acumulam benesses e poderes na razão direta de suas patifarias.
Destarte, aquela avaliação positiva deve, no mínimo, incomodar e inquietar a esquerda, que claramente tem procurado envolver o EB em questões, claramente, de responsabilidade exclusiva de outros Órgãos. O caso da Segurança Pública ostensiva é um deles.
Assim, nada melhor para infernizar a vida da Instituição, do que mergulhá-la em situações esdrúxulas e antipáticas, como é o caso que se desenha em Roraima, que promoveu a galope, a defenestração do General Santa Rosa do Ministério da Defesa.
Roraima é um verdadeiro caldeirão do diabo, patrocinado às expensas do Poder Executivo que, arbitrariamente, decidiu pela retirada dos brasileiros não-indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol. Decisão forjada ao arrepio da própria população local, inclusive indígenas.
Pela indignação dos prejudicados, que são muitos, é provável que se oporão às medidas policialescas previstas pelo governo, com o emprego da Polícia Federal, que após uma ação inicial e certamente fugaz, deverá repassar o prosseguimento e a manutenção das operações para o EB, obrigado a conter nacionais, humildes plantadores de arroz, em sua maioria, num “imbróglio” pleno de equívocos (?) acobertados por decisões questionáveis.
O envolvimento do EB, previsível no contexto, e que pode ser antevisto como uma engenhosa decisão do governo, é apoiado com fervor pelo ardiloso Ministro da Defesa, que estará no topo das decisões e, portanto na mídia, como é do seu gosto e regalo. Preferencialmente, fardado - isto é, se tudo der certo.
Em paralelo, passo a passo, sem descanso, a esquerda e seus acólitos vão afastando as poucas vozes dissonantes do seio militar, e que ainda possuem a coragem de denunciar o que poucos sabem. Assim, à sua feição, o monumental e espalhafatoso Ministro da Defesa vai edificando um novo Ministério: submisso e pusilânime.
Adeus, General Santa Rosa, adeus, General Bini, adeus Coronel Gélio Fregapani e bem-vindo Ministro? Secretário? Mangabeira Unger (agora “planejando” no prédio do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, após ordem para o Exército acolhê-lo e ao seu séquito, naquelas dependências).
Por ora, de olho no futuro, cumpre repetir o antigo, mas atualíssimo dito, “Ai dos vencidos”, principalmente daqueles que, sem dignidade, tal qual cachorro sarnento, rabo entre as patas, lambem as botinas de seus “donos”.

Brasília, DF, 20 de setembro de 2007

Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira"

Realmente, os três Poderes Nacionais se equilibram: os calhordas, a desfaçatez e a parcialidade estão distribuídos entre eles em copiosas e harmônicas quantidades.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home