terça-feira, agosto 07, 2007

Aliados

Enquanto Lula realiza uma série de visitas a países da América Central para divulgar os biocombustíveis, Chavez faz visitas a alinhados e liderados na América do Sul para condenar sua utilização.
Esse movimento de mercadores é previsível e conhecido. O Brasil depende da adoção pelo mundo dos combustíveis de fontes renováveis. Chavez depende do petróleo para continuar e financiar sua revolução bolivariana, seja lá o que isso queira dizer.
Até aí, sem novidade. E o máximo que o ditador venezuelano conseguirá, se bem sucedido, será retardar o movimento, que é irreversível mais pela redução da dependência do Ocidente à vontade dos sheiks e aiatolás do que pela geração de riqueza em países empobrecidos e pelos efeitos ecológicos decorrentes.
A grande novidade é que Kirchner estava visivelmente constrangido com a presença de seu aliado de ocasião. Não queria dar à reunião o tom de apoio político à esposa-candidata. Teme que aparente um alinhamento, o que ele não deseja pelos dividendos eleitorais negativos.
A pauta do encontro foi reduzida a somente um dia.
Apesar disso, Chavez imobilizou um bilhão de seus bolivarianos petrodólares para adquirir títulos da dívida argentina, levando algum desafogo aos platinos.
Será que esse bilhão comprará o apoio da Argentina ao combate dos biocombustíveis?
Burrice deles se assim for.

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