quinta-feira, julho 26, 2007

Poderosas

Lula, na posse de Jobim como Ministro da Defesa, mais uma vez não respeitou a pompa e circunstância recomendadas para os atos de governo.
De fato, Lula tem o cacoete de, ao querer quebrar o gelo, proferir comentários inadequados e fazer brincadeirinhas com coisas sérias. Um desastre.
Conheço muita gente assim, desde intelectuais da mais alta estirpe até analfabetos. Creio mesmo ser uma marca de personalidade para superar inseguranças íntimas.
Mas não gosto disso no Presidente da República. Penso que diminui a postura da autoridade.
Disse Lula que estando o Jobim em inatividade, incomodando a mulher, pensou: está na hora do Jobim voltar à ativa, deixar a mulher em paz, além de dar um descanso ao Pires, já com mais idade.
Ora, algumas hipóteses poderiam ser formuladas se levássemos ao pé da letra.
A influência das companheiras nos atos do Estado, por exemplo.
Esposas de purgantes insuportáveis poderiam pedir audiência ao Presidente, pedindo uma boquinha, uma vaguinha que fosse para seu marido, de contínuo ou de ministro, tanto faz, desde que longe de casa. Megeras, para livrarem-se da presença de maridos e dominarem sozinhas os ambientes domésticos, também.
Talvez não seja esse o caso da Sra Jobim, embora 40 ou 50 anos de casamento deva tornar a convivência contínua semi-insuportável. É suspeita, no entanto, a pronta declaração do novo ministro de que quem manda, agora, é ele. Pode ser um aviso para a Sra Jobim?
Já Pires poderia voltar para casa sem sobressaltos. Viúvo que é, ninguém importunaria o Presidente nesse sentido, salvo em alguns centros esotéricos que Lula, ao contrário de Sarney, não freqüenta.
Epitáfio Caceteira também fez menção à pressão uxoritória para aceitar a proposta de prorrogação do relatório Renan.
Poderosas, essas mulheres...
Voltando ao Ministério da Defesa.
Parido por FHCalabar para retirar o status ministerial das forças armadas, politizou o assunto de uma maneira que contraria toda a tradição institucional brasileira. Defesa não é um assunto de governo, mas de Estado. Assim como o Itamaraty. Melhor seria se conduzido por conhecedores do assunto.
As indicações políticas para temas que não são de governo dão no que dão. Reparem no desastre das agências (des)reguladoras, filhas híbridas da desnacionalização da infra-estrutura brasileira.
O que lamento é que a força demonstrada pelas esposas dos ilustres não se volte para exigir uma reforma política que traga em seu bojo o parlamentarismo. Pode ser porque seus maridos perderiam a boquinha.
E, afinal, quem pagaria o caviar de cada dia?

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