sexta-feira, junho 29, 2007

Chavez e a Internacionalização da Amazônia

Ora, dirão alguns, esse título é sandice.
Não é, não. Pensemos:
O ditador venezuelano, em busca de espaços políticos para sua bolivariana (?) revolução, está armando a Venezuela como nenhum outro país da região.
No ano passado, foram 100 mil fuzis russos Kalashnikov. Ainda no ano passado, foram caças também de fabricação russa. Agora, pretende trazer, como bagagem da visita a Putin, 5 submarinos.
A Venezuela é um país pequeno, com problemas sérios de distribuição de renda, assim como o Brasil, com muito a fazer para promover seu desenvolvimento e aproveitar sua grande riqueza petrolífera.
Mas não é isso que o comportamento de Chavez sinaliza.
O farsante gosta mesmo é de abrir as baterias contra tudo e todos, acima do bem e do mal, na defesa de uma tal revolução bolivariana que ninguém sabe exatamente o que é. E nessa incontinência verbal, cria e vive um ambiente conspirativo para inflamar seu povo. O mundo é contra a Venezuela em geral e contra ele em particular.
Em sua esquizofrenia e à medida em que se sinta mais forte e que cale qualquer oposição interna, passará a se achar dono dos destinos da América do Sul. E aí mora o perigo.
E se Chavez, por um motivo qualquer, resolver disputar o contestado com a Colômbia, na marra?
Qual a barreira à Chavez para impedí-lo de considerar que há uma invasão da amazônia por países ricos e ONGs por eles sustentadas? Nós sabemos disso, mas por enquanto estão dentro de nossa capacidade de reação.
E se decidir que a fronteira do Brasil com a Venezuela não está perfeitamente demarcada em Roraima? E não está mesmo, pois toma como base as nascentes e para onde correm. E isso, cá pra nós, é um critério um tanto quanto vago, especialmente sabendo-se que arroios não correm em linha reta, às vezes emendam-se à frente e mudam de direção e de bacias.
E se resolver reivindicar seu quinhão na maior província mineral do mundo, usando como pretexto um argumento desses?
Claro que, com Kalashnikovs ou não, com submarinos ou não, com caças de última geração ou não, o poder nacional brasileiro, com tempo e disposição, poderia fazer esse bufão nadar até Cuba, onde teria agasalho nas barbas de Fidel. Mas o conflito estaria instalado na amazônia.
E aí está o pretexto do qual não temos força para reagir. A ONU.
Uma ocorrência dessas é tudo o que os países ricos desejam. Ocupariam a amazônia com o pretexto politicamente correto de impedir o conflito.
Chavez está promovendo o desequilíbrio e poderá gerar uma corrida armamentista numa região pobre, em que os recursos dos estados deveriam contribuir para a melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos.
Cada vez mais fico convencido de que Chavez é uma grande ameaça para o Brasil e um perigo para a América do Sul.

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