sábado, junho 16, 2007

General Lamarca

O traidor Lamarca foi promovido. General post mortem.
Essa foi a decisão de uma alienada - para não dizer mal-intencionada - Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
Lamarca foi efetivamente um traidor. Não por ter se passado para as hostes armadas da guerrilha. Não por ser comunista. Não por haver tentado, teoricamente, defender seus pontos de vista ideológicos.
Foi um traidor por haver desertado. Cruel e covarde, tendo assassinado a sangue frio o Ten Mendes Junior, da PMSP, que protegia seus soldados. A coronhadas na cabeça, para não fazer barulho. Em troca de um punhado de armas para sua guerrilha.
Impiedoso, frio e assassino. Esse foi Carlos Lamarca!
A mesma coragem não demonstrou no enfrentamento com forças equivalentes. Dizem que implorou pela vida. Não sei, mas é possível. A versão oficial é de que morreu em combate. Particularmente, duvido. Covardes não lutam em igualdade de condições.
Lamarca prevaleceu-se de suas três estrelas de capitão para iludir e assassinar seu subordinado, renegando tudo o que lhe foi transmitido na Aman, valores como lealdade e responsabilidade.
Pois é. Agora, virou general.
Nem sei o que leva aos generais, que alcançaram esse posto após uma carreira de serviço à Pátria, não solicitarem de imediato passarem para a reserva. Recusarem-se a ser equivalentes ao traidor. Vaidade? Quem sabe!
Mais ainda. Vão dar uma indenização de R$ 300 mil à família e uma pensão vitalícia mensal de R$ 12 mil. Do nosso suado dinheirinho, extorquido por uma carga tributária brutal.
Esse é o paradoxo. Temos que pagar à memória do traidor. Vai ser difícil decidir a quem dar os R$ 300 mil. À viúva legal ou à família da amante guerrilheira, com quem convivia.
Enquanto isso o soldado Mário Kosel, assassinado pela guerrilha, virou sargento.
Contradições de um País que mata sua história e fulmina seu futuro.

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