terça-feira, maio 22, 2007

Eixo do Mal

É, nós também temos um. E se estende de Buenos Aires a Caracas.
O Brasil chocou o ôvo da serpente, chamado Chavez.
Essa serpente deu filhotes. O mais crescido é Morales.
Morales enfrentou o Brasil e ganhou. Por nossa tibieza, por nossa dificuldade de estabelecer limites. Por nossa falta de reação diplomática e jurídica.
Novos ovos (ou evos) estão chocando agora no Paraguai. Em terceiro editorial sucessivo, o principal jornal paraguaio, ABC Color, ataca o Brasil.
Leiam.

"Itaipu é para nós o problema do Canal do Panamá e dos hidrocarbonetos bolivianos ao mesmo. Em 1973, o leão brasileiro realizou a negociata de Itaipu com seu capanga, o ditador Alfredo Stroessner, ao assinar um tratado por si só infame já naquela época, em relação à maneira como concordaram na distribuição dos benefícios (95% para o Brasil, 5% para o Paraguai)".
"O povo paraguaio tem dois exemplos a seguir: o panamenho e o boliviano". O primeiro incluiria episódios de violência como os de 1964 no Panamá; o segundo se daria de maneira pacífica, mas através de disputas como as que envolveram os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales", mas que, segundo o editorial, "requer um fator essencial do qual neste momento nosso país lamentavelmente carece por completo: governantes patriotas, honestos e valentes."

Ninguém precisa ser mais explícito para formar opinião. O Brasil, habituado que é a vestir a carapuça de avaliações falaciosas que sempre o colacam nos primeiros lugares de indicadores negativos e no time dos últimos quando se trata de aspectos positivos, parece que já está acreditando que é imperialista, explorador dos fracos e saqueador de vizinhos.
Falta à diplomacia brasileira, direta ou indiretamente, lembrar aos vizinhos paraguaios que o Brasil, embora atacado e invadido pelos paraguaios, após derrotá-los, não tomou deles um centímetro quadrado sequer de seu território. Não se chuta cachorro morto.
Diferentemente dos portenhos, que aproveitaram aquele momento de extrema impotência paraguaia para decidir sobre Entrerios.
Itaipu, antes de expoliação, significou uma infra-estrutura que o Paraguai não teria como realizar.
Foi a redenção do Paraguai.
Se é justo que o Brasil pague valores de mercado à energia paraguaia, também o é que os paraguaios paguem sua parte no investimento com os juros que foram e são praticados no Brasil.
Não com juros subsidiados.

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