quarta-feira, junho 13, 2007

Bolivarianos Sem-Terra

E o Ibama continua em greve. Ainda bem. Esse instituto faz menos mal ao Brasil quando está inativo do que em atividade.
Vá lá, são mais de 150 processos de licenciamento que estão parados. Boa parte relativos à energia. Ainda assim é mal menor.
O governo, em sua fraqueza de tomar decisões, resolveu dividir o Ibama em dois, na expectativa de enfrentar metade dos problemas atuais. Ledo engano. Pela característica autocrática de seus servidores, terá problemas em dobro. Fosse um governo com índole decisória, pura e simplesmente extingüiria esse apêndice de ONGs e concentraria as atividades de licenciamento ambiental no Ministério de Meio-Ambiente, sempre que ultrapassassem a competência dos Estados. Mas é um governo covarde na hora de decidir.
Essa covardia ultrapassa fronteiras. Continua bajulando Chavez, como se o coronel-ditador fosse pelo menos estadista.
O resultado vê-se no atual encontro anual do Movimento dos Trabalhadores(?) Sem Terra. Sabem quem é o ídolo atual do movimento? Nada menos que o bolivariano - saiba-se lá o que isso significa - Hugo Chavez, pelos elogios que tecem à sua política socialista.
Tão socialista que, ao pedir aos venezuelanos que fizessem doações ao Estado, ele mesmo dispôs-se a doar U$ 250 mil, certamente oriundos da poupança amealhada com seu salário de oficial venezuelano. Aliás, a Venezuela vive o socialismo dos apaniguados, igualzinho à antiga União Soviética. Até o irmão do bolivariano navega nas águas da fortuna, seguramente obtida em remuneração a suas atividades de guerrilheiro na década de 80.
Claro que melhor seria praticar uma política fiscal com a renda do petróleo e que permitisse à Venezuela sair do patamar inflacionário superior a 20% aa e crescesse. Mas isso significaria abandonar a imagem populista; abrir mão de utilizar a exportação e gasolina a 3 centavos de dólar o litro como propaganda bolivariana, etc.
Fico pensando se o agitador Stédile se candidatasse à presidência da república. Claro que é uma mera hipótese, pois ele recusa-se a tomar o poder pelo voto.
Seria diferente do tragicômico ditador? Acho que o Stédile seria a versão tupiniquim de Chavez.
Seja como for, a serpente está botando seus ovos também em terras brasileiras.
Enquanto isso, o indeciso governo brasileiro continua apregoando Chavez como um parceiro.

2 Comments:

Anonymous Cléber said...

Beleza Frega, bom texto.
Acho que vc acertou em cheio ao falar do governo e da sua dificuldade em tomar decisões.
Acho que seria bacana também ser propositivo, apontando caminhos e soluções e divulgando inovações e boas notícias.
De toda forma, parabéns.
Cléber Miranda
clebermiranda.wordpress.com

1:42 PM  
Blogger Frega Jr said...

Prezado Cleber,
Agradeço os comentários.
Aproveito para te dizer que este espaço está aberto a todos nós para discutirmos e opinarmos de forma livre, participativa e contributiva.
Aguardo tua constante participação.
Frega

3:23 PM  

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