quinta-feira, julho 05, 2007

Ultimato de Chavez

O bolivariano(?) ditador deu o ultimato. Se até setembro os congressos do Brasil e do Paraguai não aprovarem o ingresso da Venezuela no Mercosul, ele retirará sua intenção de associar-se.
Claro que ambos os congressos repudiaram o ultimato. Mas será que está caindo a ficha das autoridades brasileiras sobre a real faceta do farsante?
Pode ser.
Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Assuntos Internacionais declarou, conforme publicado no jornal argentino La Nación, que o Brasil prefere que a Venezuela entre no Mercosul, mas não ficaria incomodado se a Venezuela desistir da adesão. Foi além. Disse que sobrevivemos até agora sem a Venezuela e continuaríamos muito bem, obrigado, sem ela.
Lógico que atrás disso há uma luta surda pela liderança regional. Chavez está estendendo seus tentáculos autoritários em todos os países da América Latina, em especial em nossos vizinhos, onde conta com a adesão de grupos políticos ponderáveis e rancorosos em relação ao Brasil.
Ele sabe disso e fomenta essa cisão.
Ontem foi a vez do Primeiro-Ministro peruano denunciar a ingerência de Chavez na política interna daquele país.
Até agora, Chavez conta com o alinhamento do Equador, Bolívia e com uma parceria da Argentina de Kirchner, que vê no boquirroto uma aliança de ocasião para acossar o governo brasileiro.
Chavez não aceita adaptar-se às condições do Mercosul, mas quer dele participar como plataforma política. Se o Congresso brasileiro tiver juízo, esse palanque deve-lhe ser negado.
Claro que estamos sujeitos a sermos alvo do próximo ultimato de Chavez. Roraima, por exemplo, pode ser o próximo objeto de cobiça. Não é à toa que Chavez dedica-se a uma corrida armamentista e que ideologiza suas forças armadas. "Pátria, socialismo ou morte" foi o grito de saudação à Chavez proferido pelos mais de 80 generais que foram promovidos ontem na Venezuela.
O culto à personalidade e forças armadas ideologizadas por um líder carismático são os componentes para aventuras militarescas. Tipo Malvinas.
Se o Brasil continuar dando asas a Chavez, terá em torno de si um cinturão hostil, em mais de 8 mil km de fronteiras, que não terá como defender.
Seremos nós os próximos bolivarianos(?) sob a liderança desse coronelzinho sem batalhas?

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