terça-feira, janeiro 30, 2007

Corporativismo Sindical

Ouvi hoje, na CBN, uma mensagem publicitária assinada pela Unafisco, alertando os ouvintes sobre o risco da chamada super-receita para as contas do INSS e para as aposentadorias.
Fiquei sem entender.
Seria a Receita Federal incapaz de efetuar os recebimentos e controle das contribuições à Previdência? Seus agentes são tão limitados assim que sua capacidade se esgota em entender as artes do Leão? Ou será que são os fiscais do INSS que são incapazes de aprender outra coisa? Seriam os dois? Por que o risco de fraudes aumentaria?
Numa empresa, qualquer que seja, seus empregados podem ser capacitados a operar novas linhas de produção. Será que o funcionalismo público embotou-se de tanto carimbar papéis, reivindicar salários (já muito bons, por sinal), fazer greves e trabalhar pouco, que já não consegue adaptar-se?
Não acredito.
O quadro técnico, tanto da Receita como do INSS é bem formado.
Qual seria, então, o motivo da reação?
A única resposta que vejo é o corporativismo. A super-receita, com certeza, implicará na racionalização dos meios. Funções duplicadas poderão deixar de existir. Vagas poderão ser extintas e funções, com certeza, o serão.
Isso é motivo mais do que suficiente para a prática desse sindicalismo irresponsável. O sindicalismo do corte-se tudo, desde que não mexa comigo. O corporativismo refletido na analogia de que negociata é o bom negócio do qual não participo. Da Lei de Gerson.
Mesmo que, para isso, tenham que veicular mensagens que amedrontem.
Sob a Constituição vigente floresceu o sindicalismo do funcionalismo público, dando-lhes o direito de greve.
Greve de funcionalismo significa a interrupção de serviços essenciais à sociedade, que é quem sai prejudicada. Greve de uma categoria que tem estabilidade no emprego. Greve de uma categoria que se aposenta com salários integrais. Greve de uma categoria que tem um patrão difuso, por isso mesmo, não tem patrão. Tem chefe da vez. Greve que causa o desemprego na iniciativa privada, que corrói poupanças internas, que desestimula o empreendedorismo.
Está errado.
Erraram os constituintes em igualar direitos sem igualar obrigações.
Erram os sindicalistas em praticarem esse corporativismo inconseqüente e terrorista.
E nós pagamos o pato.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home