quarta-feira, janeiro 24, 2007

PAC II

Na coletiva de apresentação do PAC, o Min Mantega fez duas declarações que não repercutiram no noticiário, porém são muito relevantes.
A primeira foi uma cobrança velada no sentido da continuidade na queda da taxa Selic. O Banco Central, embora não esteja previsto na legislação, atua com completa autonomia. É a primeira vez que um governo permite isso no Brasil e assim tem ocorrido desde o primeiro mandato do Lula. Age como se independente fosse, e isso é bom para a política monetária. A contra-indicação, por isso que todos os governos anteriores relutaram nessa autonomia, é que coloca a política de governo a semi-reboque da política monetária.
Em tom descontraído, Mantega observou a necessidade de dar prosseguimento à atual política de queda dos juros. Tem razão. Por outro lado, mesmo que mantida a independência, poderia ser exigido que os membros do COPOM tivessem a fundamentação de seus votos aberta. Auxiliaria no processo de retomada dos investimentos. Hoje é uma caxa-preta.
A segunda declaração foi quanto à necessidade de aprofundar a reforma tributária, que hoje está no Congresso. Mantega defende a unificação dos tributos (IPI, ICMS, Cofins, PIS). Poderia juntar outros também, num ambiente de desoneração das folhas de salários. Seria extremamente salutar para começar a destrinchar o balaio de gatos tributário que inferniza a vida de todos nós.
Os Governadores resistirão a as bancadas reverberarão as resistências. É pena. A reforma atual quase que se limita a unificar ou reduzir a quantidade de alíquotas de ICMS. E, mesmo assim, o Congresso não consegue encaminhar o assunto.
Para atingir taxa de crescimento da ordem de 5%aa, estima-se a necessidade de aumentar a taxa de investimentos nacional de 20% para 25%. Nesse contexto, uma reforma tributária para valer é importantíssima.
Está certo o Min. da Fazenda.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home