quinta-feira, janeiro 25, 2007

Bio-querosene

O jornalista Gilberto Dimenstein, em sua coluna na CBN, noticiou que uma empresa no Ceará desenvolveu bio-querosene, a partir do babaçu.
E mais, que a Boeing já o está testando como substituto do querosene de aviação (querojato) há 8 meses, com resultados promissores.
O volume de combustível queimado pelas turbinas da aviação mundial é quase inimaginável. Há aviões cujos tanques superam 100 mil litros, o que equivale a 3 carretas-tanque.
Há aviões que consomem cerca de 5 mil litros só nos procedimentos de decolagem.
É uma nova vertente do bio-combustível que se abre.
O Brasil, com sua bio-diversidade, com sol e água o ano todo e com um solo adequado, poderá se tornar o maior produtor de energia global. Tem condições de formar, sozinho, uma OPEP inteira. Não são poucas sua opções.
O PAC está contando com investimentos da Petrobrás que, estrategicamente, deverá voltar suas baterias ao fomento da produção bio-energética. Como é importante braços empresariais do Estado como elemento no desenvolvimento. E pensar que FHC jogou fora em 4 anos o que conseguimos em 50.
Isso acontecendo, estamos no limiar de uma revolução que, para o Brasil, terá significado equivalente ao que o domínio do vapor, como força motriz, significou para a Inglaterra na revolução industrial.
É a oportunidade de ouro!
Resta ver se as autoridades terão a visão estratégica para aproveitá-la, se o Executivo gerenciará seu desenvolvimento com dinamismo; se o Legislativo não subordinará o programa a suas questões partidárias menores; se o Judiciário não se tornará um entrave ao conceder liminares sucessivas e interpretações de inconstitucionalidade a qualquer questionamento; se a sociedade irá se mobilizar para forçá-los, todos, a agirem no interesse nacional.
Ou vamos trocar essa oportunidade pela preservação irracional - tão danosa quanto a exploração irracional - dos recursos naturais; pela adesão a interesses estrangeiros, inclusive estratégicos, abrigados por brasileiros que se dispõem a isso; ou pela manutenção de um enredamento burocrático que nos afixia.
No dizer de Vandré, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
Depende de nós.

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