sábado, janeiro 27, 2007

Sucessores de Tibério

Me ajudem a pensar.
Embora com pouca ênfase, a imprensa noticiou que Bush determinou a morte dos agentes iranianos no Iraque.
Há 3 cenários possíveis. Em minha opinião, todos apolcalípticos.

No primeiro, Ahmadinejad determina a seus agentes a contrapartida, ou seja, a eliminação de americanos no Iraque. Como argumento, é simples: ambos estão em território estrangeiro de um país sob invasão. E o Iraque é vizinho do Irã, diferentemente dos Estados Unidos.
Nesse cenário, a morte de americanos será multiplicada, com a comoção da opinião pública e a extensão da guerra para o território iraniano. O fluxo de petróleo se estrangulará, com reflexos muito fortes na economia mundial. A Europa não gostará nada disso.
Tentarão utilizar Israel para neutralizar o Irã. Mas o Irã também é forte o suficiente para revidar.
A China não apreciará o domínio físico americano no petróleo. Poderá alimentar os iranianos, via Coréia do Norte.
O uso de armas nucleares de largo impacto pelos americanos estará limitada pelas fontes de petróleo e pelos reflexos que sobrariam para Israel. No entanto, a recíproca não é verdadeira, pois o território americano está bem longe do Irã.
Além do que, americanos presos servirão de escudo vivo para as instalações militares e nucleares iranianas.
O conflito poderá globalizar-se.

No segundo cenário, o Irã decide, ele mesmo e com o apoio das diversas correntes fundamentalistas muçulmanas, invadir o Iraque o pôr os americanos para correr.
Claro que conseguem. Seus exércitos estão ao lado e lutarão por uma causa. Bush dificilmente engoliria esse novo Vietnam, sair com o rabo no meio das pernas. Porém não teria muito como reagir, salvo exigindo uma ação global contra o Irã. Também nesse cenário, o conflito será global.

No terceiro cenário, as correntes fundamentalistas lideradas pelo Irã desencadeiam uma onda terrorista sem precedentes, tanto no território americano como em seus interesses espalhados pelo mundo. Também assim o conflito se globaliza, com a possibilidade de utilização de guerra bacteriológica e nuclear, com bombas sujas e fim de nossa era.

Outra possibilidade, a meu ver, é o Irã não dar recibo. Nesse caso, Bush com sua política inconseqüente, terá que gerar outro fato político que lhe permita tentar mobilizar a opinião pública americana, toldando-lhe a derrota acachapante que estão experimentando no Iraque.
O fato político que vier a gerar, entretanto, viverá em um dos 3 cenários anteriores.
A não ser que os próprios americanos implementem seu processo de impeachman tão particular deles, ou seja retirar os presidentes não do poder, mas da vida.
Estarei vendo chifres em cabeça de cavalo?

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Conheces o ditado corrente da nossa infância:
"Não cutuca o diabo com vara curta".
Tem gente que é burra o suficiente para não só cutucar, mas para espetar, ameaçar, humilhar, tripudiar, deitar e rolar. Parece que enquanto não puxar o diabo inteiro para a briga não vai sossegar.
Acho que não são chifres em cabeça de cavalo.Acho que os chifres são reais, do tamanho dos chifres de um gamo macho velho.

7:57 PM  
Blogger Frega Jr said...

É. Essa também é minha opinião.

9:06 PM  

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