sábado, outubro 18, 2008

Quem Matou Eloá?

Confesso, fui eu! Acuso, foste tu! Fomos todos nós.
A jovem Eloá já morreu. Que a natureza isso reconheça, evitando que se mantenha uma morta-viva, um zumbi.
Matamo-la todos nós, matou-a nossa hipocrisia.
Matou-a o Estatuto da Criança e do Adolescente, que nós aplaudimos.
Matou-a nossa Constituição, com seus dispositivos irrelistas de proteção à pessoas que não devem ser protegidas, sem o que desprotege-se a própria sociedade.
Matou-a esse exército de psicólogos pollyanas, sempre a postos para arrumar justificativas comportamentais para atos criminosos.
Matou-a o clamor popular a intimidar a polícia a utilizar um franco atirador que explodisse o cérebro doentio do seqüestrador.
Matou-a a própria covardia policial demonstrada pelo uso de munição não letal na invasão do apartamento.
Matou-a o Ministério Público, matou-a a OAB, pelo corporativismo. O grupo de advogados que vive do crime tanto quanto os criminosos.
Matou-a editorias e apresentadores de televisão, à busca de minutos de audiência, promovendo entrevistas telefônicas enchendo a bola do bandido.
Matou-a a leniência com os criminosos; nossa incapacidade de discutir seriamente a pena de morte.
Matou-a o politicamente correto. O chamar cadeia de centro de internação e recuperação; o presidiário de recuperando; a progressão de penas. Matou-a os políticos que insistem em falar de combate à criminalidade ao invés de combate ao ciminoso.
Matou-a nossa sociedade doente.
Deus queira que nossos filhos possam sobreviver a tudo isso. Que tenham mais sorte que a Eloá.

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