sexta-feira, dezembro 07, 2012

Mais Coragem

Os portos brasileiros são ineficientes. Há origens históricas para isso, feudos criados, monopólios disfarçados, regras restritivas, regime trabalhista diferenciado.
A administração dos portos, prêmios políticos, a movimentação de cargas, as escalas de atracação, tudo isso favorecendo interesses diversos.
As concessões privadas, anteriores e vencidas com exceção de Imbituba (SC), fizeram fortunas pessoais sem maior investimentos em eficiência.
Os portos são, de fato, um dos muitos gargalos a nosso desenvolvimento.
É hora de mudar, ainda que importantes interesses sejam contrariados.
É necessário coragem. Mais uma vez surge a Dilma.

Ontem foi lançado o plano dos portos nacionais. De olho na eficiência, no desenvolvimento.

O plano prevê investimentos na ordem de R$ 55 bilhões entre 2014 e 2017. Investimentos públicos e privados, o que assegurará a visão do interesse público influenciando a gestão.

Todos os portos públicos, incluindo os fluviais e lacustres terão coordenação centralizada. Bem gerida, essa medida poderá otimizar os fluxos de cargas.

Acaba o impedimento de cargas de terceiros serem movimentadas em portos privados. Isso, por si só, fomentará os investimentos nesses portos como atração mercadológica para sua utilização.

Prevê ainda a concessão de áreas para construção de novos portos privados fora das áreas dos portos coordenados. É uma ocupação de nosso litoral a serviço da produção nacional.

Não será amanhã. Não será ano que vem. Não é medida eleitoreira, tão comum em todas esferas de governo. É uma medida para o futuro do Brasil, maior do que qualquer partido, superior a qualquer ambição política.

Espera-se que, no mínimo, interesses eleitoreiros não sabotem projeto tão importante e que a MP, após os debates e alterações que a aperfeiçoem, seja convertida em Lei pelo Congresso Nacional. Da mesma forma, que o IBAMA não engavete os projetos ou crie dificuldades melhorando o preço das facilidades.

Com a mesma coragem que Dilma está a demonstrar ao encarar de frente os interesses que são gargalos ao desenvolvimento, poderá também exigir que os Órgãos ambientais não empatem nossa vida.
Tomara!

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