quarta-feira, abril 27, 2011

Mama África

O Financial Times, em reportagem, cunhou uma chamada: a nova grande disputa pela África.

Diferente da disputa colonial, que promoveu absoluta desintegração naquele continente, agora vemos uma disputa mais construtiva pelos mercados africanos. A África é um continente rico, porém constantemente desestabilizado pelas mesmas potências que a desgraçaram antes. E que, arrogantes, continuam a se arvorar com direitos de intervenção, mais ou menos explícita.

Como fatos novos nesse cenário, três potências emergentes, afastadas das vinculações colonialistas. A Índia, pioneira, com presença facilitada nas antigas colônias inglesas. Depois a China, esta sim com intenções não tão claras, investiu e ocupou economicamente grande parte do subcontinente subsaariano. E o Brasil, agora.

O Brasil, independentemente do país da colonização africana, conta com uma simpatia especial, quase de irmão mais velho. Nossa sociedade multirracial - apesar das quotas e outras políticas segregacionistas - e o reconhecimento rápido dos movimentos de independência, contribuem e reforçam o respeito.

Lula, apesar das críticas do andar de cima, investiu fortemente nas relações com a África. O resultado foi uma explosão nas relações, hoje já em montante de cerca de 50% do registrado Brasil/China.

Mantida a atuação comercial agressiva, temos belo futuro pela frente.
E nisso, dependemos de Dilma.

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