terça-feira, abril 24, 2007

Cara do Brasil

O Judiciário decidiu pela soltura dos magistrados suspeitos de participação na venda de sentenças. Embora todos sejam iguais perante a Lei, essa mesma medida não foi estendida aos demais envolvidos. Corporativismo? Talvez. Legislação inadequada? Com certeza.
O interessante é que esses magistrados podem sofrer a pena de aposentadoria compulsória. Ou seja, passarem a receber seus supersalários sem trabalhar. Bem, pelo menos não poderão vender novas sentenças.
Li outro dia que, nos últimos 10 anos, somente na legislação civil, ocorreu uma modificação a cada 3 dias. Isso que o Código Civil é novo.
Na penal, não sei. O que sei é que o Brasil está se tornando um País absurdamente chato. Fazem leis para tudo. E, quando se tem excesso de leis, vive-se o império da desordem.
Ainda de hoje, alguns fatos comprovam essa bagunça legal:
1 - Um juiz no Maranhão suspendeu as obras de usina hidrelétrica no sul do estado, acatando o recurso interposto pelo Conselho Indigenista Missionário de que o relatório de impacto ambiental aprovado pelo IBAMA não considerou os impactos sociológicos e a influência que a usina poderia causar às populações indígenas. Essa usina estava sendo construída pela iniciativa privada e seria inaugurada em 2010.
Há algumas hipóteses para isso:
- a legislação é um samba do criolo doido;
- o juiz teria um interesse, de qualquer ordem, no apagão elétrico a partir de 2010, como prognosticado;
- os índios, apesar de andarem de calças jeans e sandálias havaianas, não gostam de eletricidade;
- entidades como o CIMI, assim como grande parte da igreja católica, representarem um entrave ao progresso físico e mental dos povos.
2 - O Movimento dos Trabalhadores sem Terra continua aprontando todas as bagunças, no chamado abril vermelho.
Há algumas hipóteses para isso:
- a legislação é um samba do criolo doido;
- as autoridades teriam um interesse, de qualquer ordem, em fomentar a bagunça;
- os manifestantes, a par de entitularem trabalhadores, não trabalham porcaria nenhuma, não cuidam de roça nem de horta, de rurais não têm nada e, por isso mesmo, tem todo o tempo do mundo em aprontar suas bagunças;

Ou seja, os poderes nacionais (Legislativo, Executivo e Judiciário) agem para proteção de grupos, mesmo que em causa própria.
O que nos leva a questionar a viabilidade política de uma entidade chamada Brasil.

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