terça-feira, janeiro 12, 2010

Mário Kosel Filho

Os "meninos" com menos de 50 provavelmente nunca ouviram esse nome. Dá pra entender, não tocam nele. É um assunto que ainda gera desconforto nos verborrágicos ex-guerrilheiros, agora defensores da democracia e dos direitos humanos.

Não que esse reposicionamento, esse revisionismo, para usar sua linguagem histórica, seja ruim. Pelo contrário, é até uma evolução, desde que honesta de intenções. O que não parece ser o caso de Vannuchi e sua turma incendiária.

Pois bem, Mário Kozel era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes, que amava os Beatles e os Rolling Stones. Bem ao tipo de sua geração e de seus 18 anos.

Mário Kozel era sentinela do QG do II Exército em São Paulo, na hora errada. Os "vítimas" da VPR explodiram um caminhão com dinamite ao lado de Mário.

Dizer que Mário era torturador, que era agente da repressão, que foi vingança, só no eufemismo desses mentirosos. Mário Kozel é um dos exemplos do que Vannuchi tenta esconder ou desconsiderar como crime.

Ao menos, Vannuchi é coerente. Pelo mesmo motivo defende Battisti.

Só pra concluir.

O pai de Mário, dizem, morreu em depressão profunda. A mãe, mais forte, sobreviveu e a ela o Estado brasileiro concedeu uma pensão de R$ 300 40 anos depois. Tudo bem, Mário estava somente cumprindo seu dever constitucional do serviço militar, usava farda, nem merecia grandes homenagens na visão desses facciosos. Pelo plano de Vannuchi, talvez até seu nome seja retirado da praça fronteira ao prédio do QG. Já alguns de seus assassinos, comandados pelo PC soviético e apoiadas por Cuba, com campo de treinamento de guerrilhas e terror urbano no Vale do Ribeira, em São Paulo, foram premiados pela Comissão de Anistia (turma do Vannuchi) com R$400 mil de “atrasados” e R$1.700 de pensão. Isso porque militavam na Vanguarda Popular Revolucionária - VPR, grupo terrorista comandado por Lamarca - o mesmo traidor que a turma de Vannuchi queria promover a general post-mortem, com direito à milionária indenização.

Esse plano tem por objetivo cristalizar o conceito de que os conflitos eram a briga do lobo com o cordeiro, do pescoço contra a guilhotina. Definitivamente, não era. Só isso é suficiente para desmascarar os pinóquios de Vannuchi. Como a mentira não surge de per si, fica muito claro quem são os mentirosos.

Mas há uma ameaça ainda mais grave. Qual a posição de Dilma?

Lula faz o esforço de posicioná-la como continuidade de seu governo. Mas seu governo tem se caracterizado pela composição, às vezes até em excesso. Dará Dilma efetiva continuidade à política conciliatória de Lula? Teria a Casa Civil passado batido pelas más-intenções de Vannuchi ou participa delas? É mais do que necessário um posicionamento claro, sem o que sua candidatura fará água, afundará na suspeita. O que nos jogaria às fauces de outra turma, igualmente má-intencionada, capitaneada por FHC.

Ao contrário do que se diz na imprensa, quem está numa saia justa, numa sinuca de bico, não é Lula. Somos nós.

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