sexta-feira, janeiro 01, 2010

Ano Novo, Velhos Tempos

Recém começa o ano e os velhos comportamentos ressurgem.
O noticiário de ontem explorou um tanto mais o tal Projeto Verdade, em gestação no chamado "ministério" de Direitos Humanos, do repulsivo Vanucchi.
Pra mim, isso não passa de balão de ensaio lançado por um grupo inconseqüente, sem visão histórica e disposto a correr o risco de incendiar o país. Digo balão de ensaio porque, como outros tantos, é lançado para testar a reação da opinião pública e de grupos de opinião. Se passar em branco, o risco de sua rejeição é menor. Quase uma pesquisa qualitativa, instrumento tão utilizado em marketing.
Porém, o balão furou, vazou, deu chabu.
O midiático Min. Jobim, tantas vezes criticado neste mesmo espaço, tomou posição que lhe honra as calças e a formação moral e jurídica: repudiou a tentativa, trombou com os trombadinhas e ameaçou abandonar o barco. Aumentou o respeito que vem conquistando, passo a passo, nos meios da segurança nacional. E meu também.
Vanucchi e seu bando inconformado e revanchista (Dilma, embora diga o contrário, incluída?), recolheu os flaps, deu motor e saiu de férias. Vanucchi e seu chefe Genro devem estar tomando um chopp e avaliando o estrago escondidos em Tramandaí ou Imbé. Lula, o negociador, já percebeu a mancada. Empurrou com sua crescente barriga para abril, de onde será remetido por Sedex pras calendas. De bobo, o Filho do Brasil não tem nada.
O Brasil sempre superou suas fases de quebra institucional com uma anistia pacificadora. Desde a independência, quando absorveu líderes que haviam se alinhado com os portugueses. Transitou pelas Regências, pelo segundo Império, com o exemplo fantástico de Caxias na Guerra Farroupilha. Pelos sucessores do caduco Deodoro e do tirano Floriano Peixoto, pelo ditador Vargas, por Juscelino, na tentativa de Aragarças. Assim também encerrou-se o período de 64.
As anistias são um recurso. O tempo é que promove a decadência.
Já passamos 30 anos da anistia. Anistia bilateral, pois assim como passou a borracha nos crimes cometidos em favor das instituições vigentes, também a passou nos que foram cometidos contra elas.
Terroristas de ambos os lados - porque ambos o eram - ganharam tempo para morrer em paz.
Vêm agora tipos do quilate de um Vanucchi querer rever o assunto, descaracterizar a anistia, limitá-la a somente um grupo de criminosos.
Aí se entende com mais clareza a razão desse mesmo grupo alienado considerar Battisti perseguido político. Como sempre na humanidade, há um grupo de idiotas que só consegue viver nos velhos tempos, com olhos grudados no retrovisor.
E o lamentável é que estejam infiltrados no governo.

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